sicnot

Perfil

Economia

Ecofin confirma adiamento da decisão sobre défice de Portugal

O Conselho de ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) decidiu hoje, no Luxemburgo, encerrar os Procedimentos por Défice Excessivo (PDE) a Chipre, Irlanda e Eslovénia, e adiar posições sobre Portugal e Espanha, anunciou Jeroen Dijsselbloem.

SIC/ ARQUIVO

"Sobre os Procedimentos por Défice Excessivo, analisámos de forma breve as referências (da Comissão Europeia) a rever as metas de défice e datas limite do PDE incluídas nas propostas de recomendações específicas por país para Espanha e Portugal. Tomámos nota das propostas da Comissão, mas decidimos adiar a discussão sobre estes elementos até a Comissão publicar as suas propostas formais sobre os passos do PDE para estes dois países, o que deverá acontecer no início de julho", apontou o presidente em exercício do Ecofin.

Já quanto a Chipre, Eslovénia e Irlanda, o Conselho Ecofin seguiu a recomendação da Comissão Europeia e decidiu encerrar os PDE relativos a estes três países, que registaram défices abaixo do limiar dos 3% do PIB em 2015, e "de uma forma duradoura".

"Como resultado, passam a ser apenas seis (os países em PDE), contra 24 em meados de 2011 e isso são muito boas notícias", comentou Dijsselbloem, que até final do corrente mês acumula a presidência do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro) com a presidência do Ecofin, no quadro da presidência semestral holandesa da UE.

A 18 de maio passado, a Comissão Europeia recomendou a saída de Chipre, Irlanda e Eslovénia do Procedimento por Défices Excessivos, o que deixa apenas seis países no braço corretivo do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), designadamente Croácia, França, Grécia, Portugal, Espanha e Reino Unido.

Chipre teve um défice orçamental de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015; a Irlanda, que terminou o seu programa de resgate em dezembro de 2013, registou um défice orçamental de 2,3% do PIB em 2015; e a Eslovénia encerrou 2015 com um défice orçamental de 2,9% do PIB, devendo mantê-lo abaixo dos 3% até 2017, segundo as estimativas europeias.

Relativamente a Portugal e Espanha, a Comissão recomendou que os dois países realizem "uma correção duradoura" do défice excessivo em 2016 e 2017 -- dando assim mais um ano a cada país para corrigir o défice, que em ambos os casos ficou acima dos 3% em 2015 - "tomando as medidas estruturais necessárias e usando os ganhos com a redução do défice e da dívida", mas adiantou desde logo que voltaria a analisar a situação destes dois Estados-membros, e a possibilidade de eventuais sanções no quadro de um agravamento do PDE, "no início de julho", pelo que o Ecofin decidiu agora só pronunciar-se nessa altura.

Lusa

  • Cinco mil trabalhadores da PT manifestaram-se em Lisboa
    3:55

    Economia

    Perto de cinco mil trabalhadores da PT manifestaram-se esta sexta-feira, em Lisboa. Os números são avançados pelos sindicatos. Os trabalhadores contestam a transferência de funcionários para empresas parceiras da Altice e outras empresas do grupo, sem as mesmas garantias e direitos. A Altice garante que as transferências são legais mas alguns funcionários já levaram o caso a tribunal.

  • Uma viagem aérea pela Lagoa Negra
    1:02
  • Videovigilância regista impacto de sismo na Grécia

    Mundo

    Um sismo de magnitude 6.7 atingiu na quinta-feira o mar Egeu e causou pelo menos dois mortos e mais de 200 feridos. O momento e o impacto causado pelo abalo foram registados através de uma câmara de videovigilância de um café, na ilha grega de Kos, um dos locais mais afetados.

  • A sátira a Sean Spicer no Saturday Night Live
    1:36

    Mundo

    O estilo de Sean Spicer foi controverso desde o início. A relação conflituosa do ex-assessor da Casa Branca com os jornalistas foi muitas vezes satirizada na comunicação social. Um exemplo é um momento do Saturday Night Live, protagonizado pela atriz Meliissa McCarthy.

  • Músico indiano toca guitarra durante cirurgia ao cérebro

    Mundo

    Abhishek Prasad foi submetido a uma cirurgia ao cérebro esta quinta-feira, num hospital na cidade indiana de Bangalore, após anos e anos a sofrer de dolorosos espasmos nas mãos. O insólito do caso foi que o músico indiano teve de tocar guitarra para ajudar os médicos durante a intervenção cirúrgica.