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Polónia estreia terminal para receber gás fora do domínio russo

A Polónia recebeu hoje o primeiro navio de transporte de gás liquefeito do Médio Oriente no seu novo terminal, com o qual pretende tornar-se independente da Rússia e assumir-se como um importante jogador regional neste tipo de energia.

© Ali Jarekji / Reuters

Fretado pelo Qatar, o cargueiro Al-Nuaman transportou nos seus reservatórios 206.000 metros cúbicos Gás Natural Liquefeito, o primeiro carregamento comercial chegado a Swinoujscie, destinado à empresa de gás polaca PGNiG.

"Para a Polónia, representa ser ou não dominada pelo gás russo", declarou à Agência France Presse (AFP) Jacek Cwiek-Karpowicz, perito em energia do Instituto Polaco dos Negócios Estrangeiros.

"É também um pouco mostrar músculo, mostrar quais são as alternativas", acrescentou.

Segundo o especialista, a Polónia "tem hipótese de se tornar a porta da Europa central" para o gás.

O terminal de Swinoujscie é um elemento, entre outros, do puzzle energético que coloca Varsóvia em campo para se livrar das remessas russas.

"O novo terminal constitui o mais precioso bem das infraestruturas de gás na Polónia e que se encontra livre de qualquer influência russa", referiu a mesma fonte.

"Muda o cenário na região", segundo um relatório do centro de estudos e de análises norte-americano CEPA sobre a estratégia energética da Polónia.

Orçado em 720 milhões de euros, o terminal tem uma capacidade anual inicial de transbordo de cinco mil milhões de metros cúbicos, que poderá ser aumentada para 7,5 mil milhões, cerca de metade do gás consumido pela Polónia.

Atualmente, um terço do gás na Polónia provém dos seus próprios recursos, cerca de 40 por cento é importado da Rússia e 20% da Ásia.


Lusa