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Bilionário egípcio diz estar preparado para investir na operadora Oi

O bilionário egípcio Naguib Sawiris disse hoje estar preparado para investir na operadora de telecomunicações brasileira Oi, que na última segunda-feira pediu proteção contra falência para negociar dívidas de 19 mil milhões de dólares.

© Amr Dalsh / Reuters

A informação foi dada por Sawiris numa entrevista à Bloomberg.

O bilionário, que detém uma participação maioritária na Orascom Telecom Media, do Egito, disse que a Oi tem um grande potencial se sua dívida for reestruturada e se conseguir um forte aumento de capital.

"A Oi precisa de um acionista com um sólido conhecimento em telecomunicações para resolver os seus problemas operacionais e financeiros", disse Sawiris.

O empresário egípcio não é o único bilionário estrangeiro que demonstrou interesse na Oi. Em fevereiro, o russo Mikhail Fridman fez uma proposta para ajudar a financiar uma fusão entre a Oi e a unidade brasileira da Telecom Italia, a Tim Participações SA.

Sobre uma possível fusão entre Oi e a Tim, Sawiris afirmou à Bloomberg que a operação faria "muito sentido", mas que primeiro a Oi precisa de andar com as suas próprias pernas.

O empresário egípcio referiu que iria "acolher" um acordo com Fridman, um antigo parceiro de negócios, mas não especificou como seria este investimento.

A Oi pediu proteção contra falência na segunda-feira depois de não conseguir chegar a um acordo com seus credores na sequência de uma série de fusões e mudanças de gestão.

Segundo a companhia, o total dos créditos com pessoas não controlados pela Oi, listados nos documentos protocolados com o pedido de recuperação judicial, somava aproximadamente 65,4 mil milhões de reais (17 mil milhões de euros).

Hoje, a Oi anunciou que convocou para dia 22 de julho uma assembleia-geral extraordinária para ratificar o pedido de recuperação judicial.

A Pharol, antiga PT SGPS, detém 27,5% da operadora da Oi e ficou com a dívida da Rioforte, 'holding' do grupo Espírito Santo, que deixou um 'buraco' de 847 milhões de euros na PT Portugal, operadora que foi comprada em 2015 pelo grupo francês Altice, que deixou de fora da aquisição aquela dívida.

Lusa

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