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CaixaBank confiante no sucesso da OPA sobre o BPI

O presidente executivo do CaixaBank mostrou-se hoje em Barcelona confiante no sucesso da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o BPI, mas reiterou que o banco espanhol não pretende subir o preço oferecido.

(Arquivo)

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© Rafael Marchante / Reuters

"Se a OPA não for bem-sucedida, o mais relevante é o que irá fazer o BPI", disse Gonzalon Gortázar a um grupo de jornalistas portugueses convidados para conhecer a sede do CaixaBank na capital da Catalunha.

O presidente executivo avisou: "Se os acionistas do BPI nos disserem 'não' pela segunda vez, a mensagem é clara para nós ('we get the message')", disse.

"Não temos a intenção de subir o preço" proposto na OPA (1,113 euros por cada ação do BPI), clarificou Gonzalon Gortázar, acrescentando que os acionistas atuais do BPI têm de decidir se aceitam a desblindagem dos direitos de voto e ainda a venda de uma posição que permita ao CaixaBank ficar com mais de 50% do banco português.

O CaixaBank anunciou em abril o lançamento de uma OPA sobre o BPI, depois de o banco espanhol (que já detém quase 45% do BPI) não ter conseguido chegar a entendimento com a angolana Santoro (empresa de Isabel dos Santos e segunda maior acionista do banco, com 18,58%) sobre uma solução para o banco.

O banco espanhol oferece 1,113 euros por cada ação do BPI e a operação está condicionada à eliminação dos estatutos de bloqueio na entidade financeira portuguesa, que lhe limitam os direitos de voto a 20%.

A Comissão Europeia aprovou este mês a proposta de aquisição do BPI pelos espanhóis do CaixaBank, no âmbito do regulamento de fusões.

O Conselho de Administração do BPI anunciou que iria submeter à assembleia-geral do banco de 22 de julho uma proposta de alteração dos estatutos para eliminar o limite nos direitos de votos, que impede que qualquer acionista vote com mais de 20%.

"Essa é uma data chave" para a operação do CaixaBank, considerou Gonzalon Gortázar, recordando que o banco que dirige já começou a pedir todas as autorizações necessárias para concretizar a OPA, incluindo o Banco Nacional de Angola no lote de autoridades que terão de concordar com a operação.

O presidente executivo evitou falar da falta de acordo em abril com a Santoro e afirmou ter "virado a página", não querendo colocar "linhas vermelhas" na resolução de um problema que tem de ser negociado depois do CaixaBank conseguir uma posição dominante no BPI.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu hoje dar quatro meses ao CaixaBank, a partir do momento em que passar a controlar o BPI, para resolver o problema de exposição a grandes riscos que tem no mercado angolano.

Gonzalon Gortázar considerou o interesse no mercado financeiro português e no BPI como sendo "lógico", porque se trata de um mercado idêntico ao espanhol, lembrando que o CaixaBank já tem uma participação no BPI há 20 anos.

"Pensamos que com a escala combinada e com o 'know-how' [conhecimento] que temos aqui podemos aumentar a rentabilidade" do BPI, afirmou Gonzalon Gortázar.

O responsável do banco espanhol estimou em 85 milhões de euros por ano a redução de custos que pode ser conseguida pelo BPI e assegurou que o CaixaBank "tem sempre procurado as formas mais sensatas para ajustar os postos de trabalho quando isso foi necessário fazer".

Lusa

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