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Investimentos da Oi programados para 2016 serão mantidos

O diretor de retalho da Oi, Bernardo Winik, assegurou hoje que todos os investimentos programados para 2016 na operadora brasileira "serão mantidos", apesar do pedido de recuperação judicial apresentado pela empresa.

(Reuters/Arquivo)

"Independentemente do que tenha acontecido na semana passada, os investimentos estão mantidos. Nada mudou", disse Bernardo Winik, esclarecendo que a manutenção se refere a investimentos de toda a empresa.

A Oi apresentou, a 20 de junho, um pedido de recuperação judicial, que inclui um total de 65,4 mil milhões de reais (17 mil milhões de euros) de dívidas, para evitar a falência.

O mesmo responsável, citado pelo portal de Internet G1, deu conta de que os investimentos da operadora estão a crescer, registando uma alta de 22% no primeiro trimestre do ano.

O executivo ressaltou que "2015 foi um ano de arrumação de casa, com redução de custos", acrescentando: "Direcionámos investimentos para ações de maior retorno, realinhámos preços que estavam fora do mercado".

Segundo Bernardo Winik, as vendas da empresa não diminuíram desde que o pedido de recuperação judicial foi apresentado.

Entretanto, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse hoje aos jornalistas que o regulador será parte no processo de recuperação judicial, caso a Justiça brasileira aprove o pedido, e irá "acompanhar todas as negociações referentes a isso".

João Rezende adiantou que a agência está a tomar medidas sobre o caso, que ainda não podem ser reveladas.

"Estamos trabalhando para fazer com que o usuário tenha garantida a continuidade do trabalho da Oi, principalmente no campo operacional. Para que não haja nenhum risco sistémico do setor de telecomunicações, nós temos todo o interesse de garantir a continuidade do serviço", referiu.

A empresa é a maior operadora de telefone fixo do Brasil e a quarta em rede móvel, com cerca de 70 milhões de clientes.

A Oi vendeu em 2015 a PT Portugal à empresa francesa Altice.

A Pharol, antiga PT SGPS, detém cerca de 27% da operadora de telecomunicações brasileira Oi.

Lusa

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