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Caixabank reforça posição no BPI para 45,16% do capital social

O Caixabank já tem 45,16% do capital social do BPI, depois das recentes compras de ações quando tem em curso uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o banco português, segundo o comunicado hoje feito ao mercado.

© Albert Gea / Reuters

"O CaixaBank adquiriu assim, entre 23 de junho e 30 de junho de 2016, 5.117.936 ações do BPI representativas de 0,351% do capital social e 0,353% direitos de voto do BPI", lê-se na informação divulgada através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em que é dito que nessas aquisições o banco espanhol gastou mais de cinco milhões de euros.

O Caixabank detém agora "657.964.542 ações do BPI representativas de 45,16% do capital social e 45,33% direitos de voto", refere a mesma nota.

Já em maio, o Caixabank tinha reforçado a sua posição no Banco BPI com várias compras no mercado.

A questão é que, apesar de o Caixabank ter quase metade do capital do BPI, os estatutos do BPI estão blindados, pelo que em assembleia-geral não pode votar com mais de 20%.

Ou seja, o Caixabank fica na prática com o mesmo poder da empresa angolana Santoro, segunda maior acionista do BPI, com cerca de 19%.

No início deste ano, o Caixabank e a Santoro tiveram longas negocições sobre a exposição do banco a Angola, onde tem o Banco Fomento Angola (BFA), uma vez que o Banco Central Europeu (BCE) exige que essa seja diminuída.

A operação em Angola é a 'joia da coroa' do BPI, sendo que no primeiro trimestre contribuiu com 37 milhões de euros para os resultados consolidados, ou seja, 77% do total dos lucros do banco liderado por Fernando Ulrich.

Depois de essas negociações terem sido rompidas sem entendimento, o Caixabank anunciou em abril uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o banco português.

O banco espanhol oferece 1,113 euros por ação, mas a operação está condicionada à eliminação dos limites aos direitos de votos dos acionistas.

Hoje entrou em vigor o decreto-lei que facilita o fim da limitação de votos, e que foi apelidado por dos Santos de "diploma BPI". Entretanto, já foi marcada uma assembleia-geral de acionistas do BPI precisamente sobre este tema para 22 de julho.

Lusa

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