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CDS-PP acusa Costa de não ter "mexido uma palha" na defesa do défice de 2015

A líder do CDS-PP acusou hoje o primeiro-ministro de "falta de sentido de Estado" por não "ter mexido uma palha" para defender o défice de 2015, contrapondo António Costa que os défices nacionais são apurados pelo Eurostat.

ANT\303\223NIO COTRIM

No início do debate do "Estado da Nação", Assunção Cristas criticou o Governo por ter aceitado "acriticamente" a fixação do défice de 2015 em 3,2%, considerando que "dava muito trabalho ter sentido de Estado e entender que mais valia defender do que querer criar um ónus para o anterior Governo".

"O senhor veio aqui com a palavra agir. Pois agir foi aquilo que o senhor não fez em relação a esta matéria, o senhor não mexeu uma palha, o seu Governo não mexeu uma palha para defender o défice de 2015", acusou.

Na resposta, o primeiro-ministro, António Costa, começou por recordar que "os défices nacionais são apurados pelo Eurostat", com base dos números disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), não passando pela cabeça do líder do executivo que "o INE não tenha produzido a melhor informação".

"A defesa que Portugal tem que fazer é que em caso algum é justificado e merecido a aplicação de sanções a Portugal. Este é o consenso do qual a senhora deputada não se devia afastar, porque essa é a batalha que nós ainda estamos a travar", vincou.

Costa insistiu por isso que "os números são os números" e os "dados são os dados", afirmando é "preciso fazer construir a defesa de Portugal com base do artigo 126 do tratado".

Depois do tema das sanções, que ocupou o arranque da intervenção de Cristas, a líder centrista voltou-se para a análise da governação de Costa, considerando que o sucesso mede-se em resultado, indicadores de crescimento e na vida das pessoas, e não em sorrisos, ou na satisfação dos partidos mais à esquerda.

"É preciso não confundir otimismo com ilusionismo", atirou Cristas, recorrendo a partir daquele momento a grandes cartazes com dados e indicadores que revelam a realidade, como a redução de pessoas empregadas, a queda do investimento, do indicador de confiança dos consumidores.

Para a líder do CDS-PP, a receita fiscal aumentou 3% no primeiro trimestre, à custa essencialmente da taxa sobre os combustíveis e de uma austeridade que denominou de "à la esquerda", considerando que "cheira a mascarar as contas".

Na resposta, o primeiro-ministro socialista disse que Cristas usou o "cherry picking" (que significa uma "supressão de evidências"), considerando que a diferença é que a deputada centrista olha para as estatísticas e vê "onde é que está um bom numero para atacar o Governo", enquanto o primeiro-ministro vê "onde está um mau número para agir" com medidas", acusando-a de "festejar os maus números".

A líder do CDS-PP elencou algumas das promessas que Costa fez e não cumpriu, referindo que "as pessoas desesperam pelo reembolso do IRS e as empresas pelo reembolso do IVA e agora até os pensionistas com pensões em atraso".

"Continua a acreditar que as suas escolhas de curto prazo são o caminho certo, o caminho que dá garantias aos portugueses de mais prosperidade e mais tranquilidade", perguntou Cristas a António Costa.

Lusa

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