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Investimento empresarial em Portugal deverá crescer 6% em 2016

O investimento empresarial deverá crescer 6% em termos nominais em 2016, valor que compara com uma primeira estimativa de 3,1% obtida no inquérito anterior, de outubro de 2015, divulgou hoje o INE.

© Rafael Marchante / Reuters (Arquivo)

As intenções manifestadas pelas empresas no Inquérito de Conjuntura ao Investimento de abril de 2016 do Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram contudo que em 2015 se registou uma ligeira diminuição de 0,2% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) empresarial em termos nominais face ao ano anterior.

Esta taxa representou uma ligeira revisão em baixa de 0,3 pontos percentuais face ao resultado obtido no inquérito de outubro de 2015.

Ainda assim, o INE diz que se perspetiva entre 2015 e 2016 um aumento do peso relativo do investimento associado à racionalização e restruturação e, em menor grau, do investimento orientado para a extensão da capacidade produtiva.

Além disso, o investimento de substituição deverá perder importância relativa, continuando, no entanto, a ser o objetivo mais referido.

Segundo o INE, o principal fator limitativo do investimento empresarial identificado pelas empresas nos dois anos analisados foi a deterioração das perspetivas de venda, seguindo-se a incerteza sobre a rentabilidade dos investimentos.

Entre 2015 e 2016, prevê-se uma diminuição do peso relativo da insuficiência da capacidade produtiva e da deterioração das perspetivas de venda e um aumento do peso relativo da dificuldade em obter crédito bancário.

No que diz respeito à dimensão das empresas por escalões de pessoal ao serviço, o INE destaca as que pertencem ao 4.º escalão, ou seja, com 500 ou mais pessoas, por registarem o contributo negativo mais significativo (-3,1 pontos percentuais) para a variação do investimento em 2015, traduzindo uma queda de 8,6%.

Já as empresas do 2.º escalão (entre 50 e 249 pessoas ao serviço), apresentaram o contributo positivo mais intenso (dois pontos percentuais), devido ao aumento de 6,9% do investimento.

Os dados revelam também que o aumento da Formação Bruta de Capital Fixo em 2016 se deve sobretudo ao contributo positivo de 7,4 pontos percentuais das empresas pertencentes ao 4.º escalão, na sequência de uma taxa de variação de 22,4%, seguindo-se o contributo de 1,2 pontos percentuais das empresas do 3.º escalão (entre 250 e 499 pessoas ao serviço) e o contributo de 0,7 pontos percentuais das empresas do 2.º escalão.

Pelo contrário, as empresas do 1.º escalão, com menos de 50 pessoas ao serviço, apresentaram um contributo negativo de 3,4 pontos percentuais, em resultado de uma redução de 13,4% do investimento em 2016.

Relativamente a 2016, perspetiva-se um aumento de 19,8% do investimento empresarial nas empresas exportadoras, significativamente acima ao crescimento previsto para o conjunto das empresas da secção de Indústrias Transformadoras (crescimento de 6,8%) e do aumento para o total de empresas (6%).

O indicador de difusão do investimento (percentagem de empresas que refere a realização de investimentos ou a intenção de investir) manteve o habitual perfil descendente nos três anos analisados, situando-se em 87,8%, 81,1% e 79,1%, em 2014, 2015 e 2016, respetivamente.

Com Lusa

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