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Exportações caem 0,7% e importações descem 3,2% em maio

​As exportações caíram 0,7% e as importações 3,6% em maio deste ano, face a igual período do ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As exportações tiveram um  papel muito relevante no cresicmento económico

As exportações tiveram um  papel muito relevante no cresicmento económico

Segundo o INE, entre os principais países de destino em 2015, as maiores reduções homólogas em maio de 2016 verificaram-se nas exportações para parceiros Extra-UE, nomeadamente para Angola, em que a queda atinge os 42,5%, seguindo-se os Países Baixos, para onde as exportações também diminuíram 19,8%.

O défice da balança comercial de bens diminuiu 164 milhões de euros em maio de 2016, atingindo os 937 milhões de euros, face ao mesmo mês de 2015, enquanto o défice da balança comercial, excluindo os combustíveis e lubrificantes, aumentou 213 milhões de euros (totalizou -734 milhões de euros).

Em termos das variações homólogas mensais, as exportações decresceram 0,7% (-2,7% no mês anterior), devido à evolução do Comércio Extra-UE que apresentou uma descida de 10,1% (queda de 20,3% em abril de 2016), já que no Comércio Intra-UE aumentou 2,7% (subida de 4,1% em abril de 2016).

Já as importações diminuíram 3,6% (recuo de 7,0% no mês anterior), traduzindo o impacto da redução em 20% das importações Extra-UE (descida de 23,4% em abril), dado que as importações Intra-UE cresceram 2,5% (menos 1,8% em abril de 2016).

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 2,2% e as importações 6,8% (respetivamente 1,1% e -0,2% em abril de 2016).

Desde junho de 2015, as exportações e importações, excluindo os combustíveis e lubrificantes, têm registado crescimentos superiores aos da totalidade das exportações e importações, um diferencial que o INE justifica com o impacto da redução dos preços relativos dos combustíveis e lubrificantes.

Em maio de 2016, no que se refere às variações face ao mês anterior, as exportações aumentaram 1,8%, devido à evolução registada nas exportações Extra-UE, e as importações cresceram 5,8%, sobretudo em resultado da evolução do Comércio Extra-UE.

Em maio deste ano, tanto nas exportações como nas importações "destaca-se claramente a redução dos combustíveis e lubrificantes" (queda de 32,9% e 52,9% respetivamente) face a maio de 2015, diz o INE, apontando que em sentido contrário, evidencia-se o aumento das exportações de máquinas e outros bens de capital (+9,8%) e das importações de material de transporte e acessórios (+12,3%) e de bens de consumo (+12,8%).

Em relação às importações, em maio de 2016 registaram-se grandes reduções face ao mesmo mês de 2015 em dois dos principais mercados fornecedores Extra-UE, Angola e Estados Unidos (-99,7% e -39,7%, respetivamente).

Já no trimestre terminado em maio de 2016, as exportações de bens decresceram 2,3% e as importações de bens diminuíram 3,6% face ao período homólogo.

O INE introduz ainda no destaque de hoje informação específica sobre as transações comerciais de bens de Portugal com o Reino Unido, mostrando que no primeiro trimestre deste ano as exportações para aquele destino cresceram 5,7% face ao mesmo período de 2015, enquanto na evolução global se registou uma redução de 1,7%.

Neste período apenas as exportações para França e Espanha apresentaram aumentos superiores.

Em 2015, o Reino Unido foi o quarto principal mercado das exportações portuguesas, com as exportações de bens a atingir os 3.350 milhões de euros, mais 13,8% face a 2014 (mais 3,8% na globalidade dos países), concentrando 6,7% das exportações portuguesas.

O INE refere contudo que "ainda não são conhecidos os moldes em que se poderá concretizar a saída do Reino Unido da União Europeia", na sequência do referendo do passado dia 23 de junho, mas estima que as exportações portuguesas poderão vir a ser afetadas pelo acesso diferenciado do Reino Unido ao Mercado Único Europeu, com o eventual estabelecimento de tarifas alfandegárias nas transações de bens entre o Reino Unido e a UE, a desvalorização da libra face ao euro, o clima de incerteza e a possível contração da economia e do consumo britânico.

Com Lusa

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