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Costa pede decisões rápidas da Europa e Banco de Portugal sobre sistema financeiro

O primeiro-ministro considerou hoje urgente que instituições europeias, Banco de Portugal e Governo atuem "prontamente" para eliminar todas as "incertezas" relativamente ao sistema financeiro e aludiu a Estados-membros europeus que não estão a assumir estes problemas.

ANDRE KOSTERS

António Costa falava num almoço com empresários da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Espanhola, numa intervenção em que defendeu que uma das primeiras prioridades na atual conjuntura passa por "eliminar as incertezas relativamente à real situação do sistema financeiro - incertezas que vão minando a confiança no sistema e a limitar a capacidade de crescimento da economia".

"Por isso, é fundamental que Governo, Banco de Portugal e instituições europeias respondam prontamente de forma a concluir este processo e a contribuir para que todas as instituições se sintam sólidas e sejam percecionadas pelos mercados como sólidas", declarou o líder do executivo.

António Costa disse depois que o seu Governo "está fortemente empenhado na estabilização do sistema financeiro".

"Só um sistema financeiro sólido e forte terá capacidade de financiar a economia e de transmitir à economia real as condições de política monetária únicas que têm vindo a ser proporcionadas pelo Banco Central Europeu (BCE)", sustentou.

A seguir, o primeiro-ministro deixou uma nota de preocupação em relação a Estados-membros europeus, que não identificou, e que poderão estar a não assumir a existência de problemas nos respetivos sistemas financeiros.

"O problema que existe é comum ao sistema financeiro da Europa. Só esperamos que a sua não assunção em outros Estados-membros não venha a prejudicar o conjunto da economia europeia", advertiu.

  • Com a multiplicação de bons indicadores económicos e financeiros do país, multiplicam-se os elogios ao Governo e declaram-se mortas e enterradas as políticas do passado recente, nomeadamente a da austeridade. Nada mais errado. O que os bons resultados agora alcançados provam definitivamente é que a austeridade resolveu de facto os problemas das contas públicas e, mais do que isso, contribuiu para o crescimento económico que foi garantido por reformas estruturais e pela reorientação do modelo económico.

    José Gomes Ferreira

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