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FMI apela a políticos que não se conformem com crescimento atual

O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Maury Obstfeld apelou hoje aos políticos para que não se conformem com as atuais taxas de crescimento, considerando que estas "não devem ser aceites como o novo normal".

REUTERS

O FMI reviu hoje em baixa as projeções de crescimento para a economia global, esperando que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial cresça 3,1% este ano e 3,4% no próximo, em resultado da saída do Reino Unido da União Europeia, uma revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais em cada ano, de acordo com a atualização ao 'World Economic Outlook' hoje publicada.

Em conferência de imprensa, hoje em Washington, o diretor do departamento de investigação do FMI, Maury Obstfeld, afirmou que "os legisladores não devem aceitar as atuais taxas de crescimento como o 'novo normal', ditadas por fatores fora do alcance da política".

"Os riscos vão além dos custos puramente económicos de uma estagnação persistente", afirmou Obstfeld, sublinhando que "o ambiente de baixo crescimento vai piorar as tensões sociais associadas à estagnação salarial de longo prazo e às mudanças económicas estruturais".

O economista do Fundo deixou mesmo um apelo aos responsáveis políticos: "Cabe aos legisladores (e ainda mais aos líderes políticos) oferecer uma narrativa sobre estes desenvolvimentos de longo prazo para compensar os [discursos] populares que culpam os mercados orientados para as economias globais de todas as doenças do mundo", disse.

Para Obstfeld, esta narrativa "deve também oferecer uma esperança de que ações de política possam restabelecer as classes médias e um sentimento entre os votantes de que os benefícios do crescimento económico podem ser mais justamente partilhados".

Sublinhando as várias restrições existentes, Maury Obstfeld considerou que "é importante usar as principais alavancas da política de forma eficiente", referindo-se às políticas orçamentais amigas do crescimento, às reformas estruturais bem organizadas e a uma política monetária que suporte as expectativas para a inflação.

O economista-chefe da instituição liderada por Christine Lagarde afirmou ainda que os legisladores devem "considerar a incidência das suas medidas em diferentes grupos de rendimento, bem como acompanhá-las com ações que promovam a coesão social, o crescimento económico e a estabilidade".


Lusa

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