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Costa confia no esforço dos reguladores para encontrar solução rápida para a Caixa

Costa confia no esforço dos reguladores para encontrar solução rápida para a Caixa

O primeiro-ministro acredita que as entidades de regulação estão a esforçar-se para encontrar uma resposta rápida sobre as soluções para a Caixa Geral de Depósitos. António Costa lembrou ontem à noite que não compete ao Governo exercer qualquer forma de pressão para acelerar o processo.

António Costa falava no final de uma reunião com a bancada do PS, que durou cerca de três horas e em que fez junto dos seus deputados um balanço da sessão legislativa na Assembleia da República.

Interrogado sobre a situação da CGD, que ainda aguarda a aprovação de um plano de recapitalização e da nova administração, o primeiro-ministro frisou que não compete ao Governo exercer qualquer forma de pressão para acelerar estes processos.

"Mas não tenho nenhuma razão para achar que, quer a Direção-Geral da Concorrência, quer as entidades regulatórias, não estejam a esforçar-se para tão rapidamente possível responderem às questões que faltam responder para termos uma solução definitiva para a CGD, e para que fique tudo claro e tranquilo quanto à Caixa, o que é essencial", respondeu António Costa.

Confrontado com o mais recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a possibilidade de os setores da banca de Itália e Portugal constituírem riscos sistémicos para a Europa, o primeiro-ministro referiu que a banca "sofre" simultaneamente com o facto de haver "um aumento das exigências regulatórias com uma conjuntura de baixa muito significativa de taxas de juro, o que é bom para quem tem prestações a pagar, mas é mau para o negócio bancário".

Depois, António Costa deixou críticas à atuação do anterior Governo, dizendo que "foi manifesto que houve uma atitude deliberada de esconder problemas, que hoje felizmente não estão escondidos".

"Tal não constitui um risco. Risco é quando se finge que os problemas não existem. Hoje os problemas são conhecidos e estão a ser resolvidos, o que é essencial para reforçar a confiança no sistema financeiro", defendeu.

Para António Costa, a prioridade do seu executivo "é o fortalecimento da CGD, como grande banco público e grande pilar do sistema financeiro português".

"Há ainda um conjunto de outras medidas que temos vindo a tomar conjuntamente com as entidades regulatórias para que o sistema financeiro possa encontrar estabilidade e possa responder às necessidades da economia", acrescentou.

Com Lusa

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