sicnot

Perfil

Economia

Acionistas do BPI aprovam Osório de Castro na mesa da assembleia-geral

(Arquivo)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

O BPI aprovou hoje, com 99,96% dos votos em assembleia-geral (AG), a composição da nova mesa da AG, a ser presidida por Carlos Osório de Castro, após Miguel Veiga ter renunciado em junho ao cargo, por motivos de saúde.

De acordo com comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) - que hoje decidiu a suspensão da negociação das ações do banco na bolsa de Lisboa -, com 83,46% do capital social presente, os acionistas da instituição, reunidos no auditório do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, demoraram cerca de meia hora a aprovar os nomes da nova mesa da AG.

Além do advogado Carlos Osório de Castro como presidente, no órgão, para o mandato em curso até ao final deste ano, estarão Agostinho Cardoso Guedes, como vice-presidente, e Maria Alexandra Magalhães e Luís Manuel Alves de Sousa Amorim, como secretários, estes dois últimos transitando da última equipa.

Esta primeira assembleia-geral curta e que decorreu sem problemas antecede uma outra, inicialmente marcada para as 11:30 sobre a desblindagem de estatutos, a qual se antecipa dura, opondo os dois principais acionistas do banco, o espanhol CaixaBank e a holding angolana Santoro, de Isabel dos Santos.

A questão é que os estatutos do BPI preveem que cada acionista possa votar no máximo com 20%, independentemente do capital social que detém, o que faz com que, apesar de o CaixaBank deter cerca de 45% do capital do BPI, tenha praticamente o mesmo poder da Santoro, que tem cerca de 19%.

Este conflito acionista estalou por causa das regras do Banco Central Europeu (BCE) que obrigam a uma redução da exposição excessiva do banco a Angola, mas fez perceber a falta de entendimento, não só quanto a uma solução para este problema, mas também numa estratégia para o BPI.

Perante o fracasso das negociações entre CaixaBank e Santoro, em fevereiro, o banco espanhol anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o BPI.

Os espanhóis oferecem 1,113 euros por ação, mas a operação está condicionada à eliminação dos limites aos direitos de votos dos acionistas, pelo que se a proposta de desblindagem de estatutos não avançar esta OPA também cairá por terra.

Já em abril, o Governo publicou uma lei (que entrou em vigor a 1 de julho) para facilitar a mudança de estatutos nas empresas financeiras, que a empresária Isabel dos Santos designou de "diploma BPI".

A filha do Presidente de Angola considerou-o mesmo "uma medida historicamente sem precedentes" e "declaradamente parcial", acusando o executivo de favorecer "uma das partes".

Lusa

  • Leão de Ouro de Souto de Moura faz "muito bem à alma" dos portugueses
    1:53
  • "Sonho com um futuro melhor", o desejo de um jovem sírio em Portugal
    2:12

    País

    Mais de 50 jovens sírios chegaram esta madrugada a Lisboa, para iniciarem o novo ano letivo, em Portugal. Sonham com um futuro melhor. Sonham com uma educação melhor. Os 54 estudantes vieram ao abrigo do programa lançado pelo antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, que nos últimos anos já deu uma nova oportunidade a cerca de 200 alunos. Depois de um curso intensivo de português durante três meses, os jovens vão iniciar o ano letivo em vários pontos do país.

  • Chamas do incêndio no Europa Park na Alemanha atingiram os 15 metros de altura
    0:57