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Acionistas reúnem-se para discutir recuperação judicial da Oi

© Nacho Doce / Reuters

Os acionistas da Oi realizam hoje, no Rio de Janeiro, uma reunião para discutir o processo de recuperação judicial da empresa. Também hoje o Conselho de Administração da operadora realiza um encontro para tratar da convocação de uma assembleia-geral extraordinária.

O Conselho de Administração informou que discutirá uma solicitação apresentada pelo acionista Societé Mondiale Fundo de Investimento em Ações e deve decidir, além da convocação de uma assembleia-geral, se acatará o pedido de destituição dos administradores portugueses da companhia.

O acionista Societé Mondiale Fundo de Investimento em Ações propôs que sejam destituídos, entre titulares e suplentes, Rafael Mora, Nuno Vasconcellos, João Vicente Ribeiro, João Castro, Pedro Guterres, Luís Palha da Silva, Maria do Rosário Pinto Correia, André Navarro e Pedro Morais Leitão, todos da empresa portuguesa Pharol, que detém 27,5% da Oi.

A reunião foi confirmada pela operadora brasileira num comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado no Brasil, na passada quarta-feira.

No documento, a Oi refere que o seu Conselho de Administração vai "apreciar o requerimento de convocação de assembleia-geral extraordinária" apresentado pela Societé Mondiale Fundo de Investimento em Ações.

A Oi entrou com um pedido de recuperação judicial no passado dia 20 de junho, alegando não ter conseguido negociar a sua dívida de 65,4 mil milhões de reais (cerca de 18 mil milhões de euros).

Na altura, a empresa informou que pediu a recuperação judicial para preservar a continuidade do negócio e da oferta de serviços aos clientes, dentro das regras da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), órgão regulador do setor de telecomunicações no Brasil.

No passado dia 29 de junho, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou o pedido de recuperação judicial da companhia dando um prazo de 180 dias para que elabore um plano de recuperação e faça a discussão das propostas junto dos seus credores.

Lusa

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