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Assembleia-geral do BPI suspensa por 45 dias

© Rafael Marchante / Reuters

A assembleia-geral do BPI sobre a desblindagem de estatutos foi hoje suspensa por 45 dias, tendo a reunião acabado ainda antes das 13:00, depois de uma proposta do espanhol CaixaBank nesse sentido ter sido aprovada pelos acionistas.

A informação foi avançada por pequenos acionistas presentes na sequência da reunião magna, que disseram que o representante do acionista Violas Ferreira Finantial (família Violas) entregou uma providência cautelar.

O banco espanhol CaixaBank, maior acionista do BPI, terá feito então uma proposta para suspender a reunião magna por 45 dias, o que foi aprovado por cerca de 85% dos acionistas presentes na reunião.

Em conferência de imprensa na sequência da suspensão da assembleia-geral, o presidente do Conselho de Administração do BPI, Artur Santos Silva, lembrou que havia duas propostas na ordem de trabalhos que visavam a desblindagem dos estatutos do banco (uma do acionista Violas Ferreira e outra do Conselho de Administração), tendo sido proposto pelo presidente da mesa da assembleia-geral que a proposta do Conselho de Administração fosse votada primeiro, seguindo já a aplicação da lei que permite remover os limites de voto acima de 20%.

"Nesta matéria, só uma assembleia convocada pelo Conselho de Administração pode fazer funcionar o problema da desblindagem: a avaliação da manutenção ou extinção da blindagem nos estatutos desde que a convocatória seja do conselho de administração", referiu Artur Santos Silva.

Chegado o momento de votação da proposta do Conselho de Administração, "o representante do acionista Violas Ferreira disse que tinha sido decretada na quinta-feira uma providência cautelar que impedia a assembleia de votar a proposta do Conselho de Administração", momento em que a reunião foi interrompida para que a mesa pudesse tomar "conhecimento da justificação dessa providência cautelar".

Assim, de acordo com Santos Silva, a providência cautelar foi aceite pelo juiz porque o projeto de ata divulgado aquando da deliberação da realização da assembleia-geral ainda não estava aprovado, o que só acontecerá na próxima reunião do Conselho de Administração, na terça-feira.

Lusa