sicnot

Perfil

Economia

Alemanha reivindica acordo global para tributar transações financeiras

Wolfgang Schäuble

© POOL New / Reuters

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, reivindicou hoje aos seus homólogos e governadores dos bancos centrais do G20 um acordo de caráter global para tributar as transações financeiras.

Wolfgang Schäuble defendeu a necessidade de tributar as transações financeiras durante um debate sobre política fiscal que decorreu antes da reunião dos ministros das Finanças e dos responsáveis pelos bancos centrais das 20 maiores economias do mundo, que se realiza hoje na cidade chinesa de Chengdu.

"Há sempre o problema, como acontece na União Europeia, de tributar todos os intercâmbios de bens e serviços, com exceção das finanças", disse o ministro das finanças alemão.

Segundo Schäuble, há já algum tempo que se procura um acordo internacional nesta matéria, mas os esforços serão em vão caso não se consiga um pacto de âmbito global.

"Não é possível solucionar este problema se não existir um acordo global", disse o ministro, considerando "muito útil" para alcançar o crescimento económico o pagamento de impostos através de intercâmbios financeiros.

Schäuble lembrou a dificuldade em encontrar equilíbrios sobre como avaliar as empresas, pessoas e consumo de forma a permitir o crescimento económico e assegurar, ao mesmo tempo, a igualdade e justiça social.

"Quantos mais acordos globais se conseguir alcançar, mais equilíbrios se encontram", afirmou.

A Alemanha e a China vão organizar em conjunto, em finais de novembro em Berlim, uma conferência sobre política fiscal.

Lusa

  • Atacantes de Barcelona "não estão a caminho da nossa fronteira"
    7:00

    Ataque em Barcelona

    O diretor da Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária esteve esta sexta-feira no Jornal da Noite para falar sobre o duplo atentado em Espanha. Luís Neves diz que o nível de ameaça em Portugal, perante os ataques, não foi alterado porque "não se detectou que tenha existido informação que possa colocar o nosso território em perigo".