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FMI pede ao G20 maior liberalização económica e reformas estruturais

© Jacky Naegelen / Reuters

A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu hoje aos líderes das 20 maiores nações mundiais, o chamado G20, maior liberalização comercial e reformas estruturais para potenciar o crescimento económico mundial.

Em comunicado distribuído no final da reunião que juntou os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais do G20, Lagarde aplaudiu a declaração oficial do encontro, que insta a que sejam usadas "todas as ferramentas políticas - monetárias, orçamentais e estruturais - individual e coletivamente para conseguir um crescimento sustentável, equilibrado e inclusivo".

A responsável máxima do Fundo pediu, ainda assim, aos membros do G20 para "fazerem mais" pela revitalização das suas economias e, em concreto, defendeu uma aposta na liberalização comercial num momento em que há cada vez mais vozes a reclamar mais protecionismo.

"Uma maior liberalização comercial é crucial para impulsionar a produtividade e o crescimento global", disse Lagarde.

"Reunimo-nos num momento de incerteza política por causa do voto no 'Brexit' e a contínua volatilidade nos mercados financeiros; o fraco crescimento da era pós-crise [financeira de 2008] continua, com uma procura débil nas economias avançadas e difíceis transições para modelos autossustentáveis em muitas economias emergentes", acrescentou a economista.

Foram estes motivos, explicou, que levaram o Fundo a rever em baixa ligeira a previsão de crescimento mundial este ano para 3,1% e para 3,4% em 2017.

Christine Lagarde era esperada numa conferência de imprensa hoje, a primeira depois de ser público que vai ser julgada em França por alegada negligência na gestão de fundos públicos quando era ministra, mas cancelou à última da hora alegando problemas de agenda.

Lusa

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