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Lucros da EDP caem 20% no primeiro semestre

Os lucro da EDP caíram 20% para 472 milhões de euros até junho face ao período homólogo, que tinha beneficiado do ganho com a aquisição de uma participação adicional na central de Pecém e da venda de ativos de gás.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a elétrica liderada por António Mexia explica que o resultado líquido atribuível aos acionistas foi parcialmente mitigado pela melhoria do desempenho operacional, num semestre em que a EDP registou 21 milhões de euros em imparidade com o BCP e pagou 59 milhões ao Estado pela contribuição extraordinária do setor energético (CESE).

Sem eventos não recorrentes, o resultado líquido do primeiro semestre seria de 517 milhões de euros, o que representaria um aumento de 20% face aos 431 milhões no mesmo período de 2015.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da EDP, António Mexia, explicou que "os resultados no primeiro semestre superaram as expetativas", o confere "tranquilidade para o resto do ano".

Nos primeiros seis meses, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, apreciações e amortizações) caiu 3% para 2 mil milhões de euros, refletindo o menor impacto de efeitos não recorrentes.

Em causa, estão um ganho de 295 milhões de euros da compra a desconto da central de Pecém I, no Brasil, e 89 milhões de euros da venda de ativos no gás em Espanha, no primeiro semestre de 2015, e de 61 milhões este ano com venda de míni hídricas de Pantanal no Brasil.

Sem o efeito destas operações, o EBITDA subia 15% para os 2 mil milhões de euros, impulsionado por uma melhoria das condições atmosféricas na Península Ibérica e no Brasil e pela expansão do portfólio.

A dívida líquida da EDP caiu 5% para 16,5 mil milhões de euros, menos 901 milhões de euros do que no final de 2015, explicada sobretudo pela venda de défice tarifário em Portugal - no valor de 1,2 mil milhões de euros até 30 de junho, e pela redução de ativos regulados.

Ainda assim, "a posição de liquidez financeira do grupo a junho de 2016 ascende a 5,6 mil milhões de euros, cobrindo as necessidades de refinanciamento da EDP até ao após 2018".

António Mexia considerou a diminuição da dívida, em menos de cerca de 901 milhões de euros, como o grande destaque no primeiro semestre deste ano.

No final do semestre, a EDP tinha 11.923 trabalhadores, menos 60 funcionários do que em junho de 2015, diminuição que resultou de reformas, adiantou o presidente da elétrica.

A capacidade instalada do grupo aumentou neste período 5% para 24.522 MW, suportado por um acréscimo de 365MW de capacidade hídrica em Portugal, no seguimento da entrada em operação das centrais de Salamonde 2 e Baixo Sabor, e de 498MW de capacidade eólica sobretudo no Brasil e nos Estados Unidos.

Lusa

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