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Números do desemprego são sinal de aceleração da economia

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, disse esta quinta-feira que os dados do desemprego para o segundo trimestre apontam para uma aceleração da economia portuguesa, depois de um primeiro trimestre de manutenção do "arrefecimento".

"Depois de um primeiro trimestre em que o crescimento continuou o processo de arrefecimento que vinha do ano passado, temos um segundo trimestre em que parece começar a haver sinais de que há uma aceleração da economia e de que algumas das políticas que estamos a fazer, nomeadamente de mobilização dos fundos comunitários, mobilização da capacidade de investimento, estão a ter resultados", afirmou Caldeira Cabral aos jornalistas no final de uma visita à exposição de mobiliário "Seven Seas", no Terminal de Cruzeiros de Leixões, a convite da Câmara Municipal de Paços de Ferreira.

Questionado sobre se está preocupado que uma eventual aplicação de sanções possa no futuro vir a incidir sobre os fundos comunitários, o ministro da Economia sublinhou tratar-se de uma discussão que "é um balão cheio de nada", preferindo "falar das exportações de mobiliário que estão a crescer a 15%".

Sobre os dados do desemprego hoje divulgados, Caldeira Cabral realçou ser "um crescimento do emprego muito importante e é uma redução importante do desemprego".

"Portugal estava no final do ano passado com a economia em arrefecimento e tem estado, depois do primeiro trimestre, em que ainda esteve a ajustar, a ter sinais muito animadores. O crescimento do emprego no segundo trimestre é muito animador e a descida do desemprego que traz consigo é também muito positiva e é nisso que estamos a trabalhar", declarou o ministro.

A taxa de desemprego terá ficado inalterada em junho nos 11,2%, depois da estimativa definitiva da taxa de desemprego para maio ter sido revista em menos 0,4 pontos percentuais face à estimativa provisória, de acordo com dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"A estimativa provisória da população desempregada para junho de 2016 foi de 568,8 mil pessoas, o que representa um decréscimo de 0,7% face ao valor definitivo obtido para maio de 2016 (menos 4,0 mil pessoas)", refere o INE.

Lusa

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