sicnot

Perfil

Economia

Maiores bancos têm até 2019 para ter almofada de capital

​O Banco de Portugal atribuiu um regime transitório aos maiores bancos a operar em Portugal para constituírem uma reserva adicional de fundos próprios, permitindo que metade seja feita até ao início de 2018 e a restante até 2019.

De acordo com o comunicado divulgado pelo supervisor e regulador bancário, foi decidido "aplicar um regime de implementação gradual da reserva de fundos próprios para as instituições de importância sistémica", tendo os bancos de ter 50% da reserva que lhes é exigida a 1 de janeiro de 2018 e 100% até 1 de janeiro de 2019.

"O Banco de Portugal tomou esta decisão depois de ter notificado o Banco Central Europeu e consultado o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros", refere a nota publicada no portal da Internet da entidade liderada por Carlos Costa, que justifica que esta aplicação gradual assegura que as instituições de crédito portuguesas têm exigências "alinhadas com as aplicadas às suas congéneres europeias que operam em contextos macroeconómicos semelhantes".

Os maiores bancos portugueses -- ou seja, os que são considerados de importância sistémica no contexto nacional - têm de ter, além do rácio de capital definido pelos supervisores em função das posições de risco, uma almofada de capital adicional.

O banco a quem é exigida uma reserva de fundos próprios maior é a Caixa Geral de Depósitos, que será obrigado a uma almofada de mais 1%, equivalente a cerca de 600 milhões de euros. Assim, e de acordo com a regra agora conhecida, terá de constituir uma reserva de 0,5%, ou 300 milhões de euros, até 01 de janeiro de 2018 e o restante até 01 janeiro de 2019.

Já ao BCP e ao Novo Banco são exigidos 0,75% de reserva de importância sistémica, pelo que têm de ter mais 0,375% até janeiro de 2018.

O BPI e o Santander Totta têm de ter 0,5% de 'almofada' de capital extra, pelo que têm de constituir mais 0,25% até início de 2018.

Por fim, é exigida à Caixa Económica Montepio Geral 0,125% até início de 2018 e o total de 0,25% até 2019.

Lusa

  • Paulo Macedo pede calma para o bem do banco
    1:45

    Caso CGD

    Paulo Macedo falou pela primeira vez desde que foi eleito o novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos e, para o bem do banco público, pediu calma a todos. Passos Coelho veio dizer que a recapitalização da Caixa pode ter de ser feita no verão do próximo ano para salvaguardar o défice deste ano. Já António Costa preferiu não comentar as declarações de Passos e diz que o banco público há muito que precisava de ser recapitalizado.

  • Condutores continuam com dúvidas em como circular numa rotunda
    2:06

    País

    Circular nas rotundas continua a ser um problema para muitos condutores. Cerca de 3 mil foram multados nos últimos três anos depois da entrada em vigor do novo código, os números são avançados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Os instrutores de condução dizem que a medida provoca mais confusão nas horas de ponta.

  • O que aconteceu à menina síria que relatava a guerra no Twitter?
    1:59
  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados". Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade.