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Testes de stress revelam solidez na maioria dos bancos europeus

​Os testes de stress divulgados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) indicam que a maioria dos bancos europeus mantem um nível saudável da qualidade do seu rácio de capital (CET1) num cenário hipotético adverso para os próximos três anos.

De acordo com a EBA, o conjunto do setor obtém um rácio de 9,4% em 2018, enquanto apenas um banco, o italiano Monte dei Paschi di Siena, está abaixo do mínimo regulatório.

Os dois maiores bancos alemães, o Deutsche Bank e o Commerzbank, que suscitaram dúvidas nos últimos meses, obtiveram um rácio de 7,8% e 7,42%, respetivamente, longe do mínimo necessário, embora abaixo da média, segundo a EBA.

A Autoridade Bancária Europeia publicou hoje os resultados dos testes de 'stress' a 51 bancos.

A amostra de 51 bancos de 15 países da União Europeia, dos quais 37 da zona euro, que a EBA testou, em articulação com o Banco Central Europeu (BCE), não inclui este ano bancos portugueses, ao contrário do que aconteceu em 2014, estando as atenções centradas nas fragilidades que podem apresentar os bancos italianos, mas também alemães.

No entanto, os quatro bancos portugueses supervisionados diretamente pelo Banco Central Europeu (BCE) - Caixa Geral de Depósitos, BCP, BPI e Novo Banco - também têm sido submetidos a exercícios de resistência no âmbito do Banco Central Europeu (BCE), sendo que para já apenas o BCP anunciou os seus dados, com a instituição liderada por Nuno Amado a anunciar que o banco, perante uma degradação económica e financeira, ficou com um rácio de 7%, acima do valor de referência de 5,5%.

Entretanto, e momentos antes de a EBA publicar os resultados dos testes de 'stress', o banco italiano Monte dei Paschi di Siena aprovou um aumento de capital no montante de 5 mil milhões de euros e a venda de uma parte significativa do crédito malparado, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.

A EBA conclui que os 37 bancos supervisionados pelo BCE entraram no teste de esforço com um rácio médio de fundos próprios principais de nível 1 (FPP1) de 13%, o que constitui uma melhoria face ao rácio de 11,2% no teste de esforço a nível da União Europeia de 2014.

No cenário adverso, a erosão média dos fundos próprios foi de 3,9 pontos percentuais, sendo 2,6 pontos percentuais mais elevada do que no teste de esforço de 2014, refere a EBA.

Devido a um nível de fundos próprios mais elevado e de outras melhorias desde 2014, o rácio médio final de FPP1 no cenário adverso foi ainda assim superior, situando-se em 9,1%, o que compara com 8,6% em 2014, acrescenta.

À exceção de um (banco italiano), todos os bancos apresentam níveis de FPP1 muito acima do valor de referência de 5,5%, utilizado em 2014 no cenário adverso hipotético.

Lusa

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