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Bruxelas diz que testes de stress confirmam resistência da banca europeia

© Ralph Orlowski / Reuters

A Comissão Europeia considerou hoje que os testes de stress ao setor bancário europeu, publicados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) na sexta-feira, confirmam que as entidades da União Europeia (UE) são cada vez mais resistentes.

O executivo comunitário disse também que "tomou nota" do aumento de capital de 5.000 milhões de euros anunciado pelo italiano Monte dei Paschi di Siena, o único banco europeu com um nível de capital abaixo do exigido.

"Os testes de 'stress' de 2016 publicados pela EBA confirmam sobretudo que os bancos são crescentemente resistentes", disse à Efe um porta-voz da Comissão Europeia que recordou que a instituição dá grande importância a estes testes como uma forma para avaliar a saúde do setor bancário da UE e fortalecer a confiança num sistema financeiro sólido.

A porta-voz recordou que desta vez os testes não incluíram um limite mínimo de capital, tendo-se focado em avaliar a dimensão da erosão de capital que dinâmicas de mercado adversas hipotéticas em diferentes bancos poderiam provocar.

"Este exercício será uma contribuição importante para o processo de supervisão em 2016", acrescentou.

Sobre a situação dos bancos italianos e em concreto o Monte dei Paschi di Siena, a responsável disse que a Comissão "toma nota" do aumento de capital anunciado disse que este processo "está completamente em linha com as regras da UE", considerando, no entanto, que o banco deveria esclarecer se qualquer necessidade de capital adicional será acautelada com fundos conseguidos no mercado ou através do setor privado.

Monte dei Paschi di Siena, o terceiro maior banco de Itália, foi a entidade com pior resultado nos testes de 'stress', tendo um rácio negativo de 2,33%, o que levanta dúvidas sobre a sua solvência, temendo as autoridades que possa contagiar o resto da banca italiana e afetar também o setor bancário.

Dos cinco bancos italianos analisados, que juntos conseguiram uma nota de 7,7%, quatro estão na metade mais baixa do 'ranking' feito pela EBA e um deles, o UniCredit, é o quarto pior posicionado, com um rácio de 7,21%.

Lusa

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