sicnot

Perfil

Economia

António Ramalho assume hoje presidência do Conselho de Administração do Novo Banco

António Ramalho, atual presidente das Infraestruturas de Portugal e antigo vice-presidente do BCP.

SIC/ Arquivo

António Ramalho assume, a partir de hoje, o cargo de presidente do Conselho de Administração do Novo Banco, sucedendo a Eduardo Stock da Cunha. O Banco de Portugal (BdP) anunciou, a 12 de junho, que "nomeou, sob proposta do Fundo de Resolução, na qualidade de único acionista do Novo Banco, S.A., o Dr. António Manuel Palma Ramalho para o cargo de presidente do Conselho de Administração do Novo Banco".

A escolha de António Ramalho, até então presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal (empresa que resultou da fusão da Estradas de Portugal com a Refer), para o Novo Banco - sucedendo a Eduardo Stock da Cunha - já tinha sido noticiada pela imprensa.

António Ramalho foi presidente do Conselho de Administração da Unicre (2006 a 2010) e membro do Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português (2010 a 2012).

Já Eduardo Stock da Cunha deixa o Novo Banco, onde estava desde setembro de 2014, para regressar ao britânico Lloyds Banking Group.

O Novo Banco é o banco de transição que resultou da resolução do Banco Espírito Santo (BES), em agosto de 2014, tendo ficado com os ativos e passivos considerados menos problemáticos.

Ainda assim, o banco tem vindo a acumular prejuízos, que foram 980,6 milhões de euros em 2015.

António Ramalho vai assumir a liderança do Novo Banco quando este está em processo de venda, tendo o BdP recebido até final de junho quatro propostas de compra, não tendo divulgado os nomes dos interessados.

A imprensa tem vindo a adiantar que o Santander levantou caderno de encargos mas não apresentou proposta, sendo as instituições que estão na corrida os bancos BCP e BPI e os fundos Apollo/Centerbridge e Lone Star.

O Diário de Notícias noticiou na passada quarta-feira que as negociações com os interessados em comprar o Novo Banco irão derrapar para setembro "devido à complexidade da escolha" entre propostas que têm "naturezas muito diferentes".

O Banco de Portugal tinha como objetivo concretizar a venda do Novo Banco este verão, depois de o processo ter sido suspenso em setembro do ano passado, sendo que a Comissão Europeia deu mais um ano para o processo ser concluído, até agosto de 2017.

Lusa

  • "Não se reconstroem serviços públicos em dois anos"
    0:53

    País

    O Ministro da Saúde diz que os problemas do Serviço Nacional de Saúde não se resolvem em dois anos nem se consegue reverter a trajetória de desinvestimento e delapidação dos serviços públicos até 2019, ou até ao final da legislatura. Em entrevista ao jornal Público e à rádio Renascença, Adalberto Campos Fernandes admitiu ainda que é contra a eutanásia, mas garante que o SNS estará pronto a aplicar a lei, se assim for decidido pelo Parlamento.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte I)
    35:45

    Operação Marquês

    A acusação da Operação Marquês diz que, em 5 anos, foram pagos quase 36 milhões de euros de luvas a José Sócrates. A maior fatia veio do Grupo Espírito Santo. O Ministério Público fala em pagamentos por decisões políticas sobre negócios da PT, alegadamente em benefício de Ricardo Salgado. Além de Sócrates, também Zeinal Bava e Henrique Granadeiro terão recebido dezenas de milhões de euros do ex-banqueiro. Nesta primeira parte da reportagem "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês", começamos a seguir do rasto desse dinheiro, conduzidos pelas pistas deixadas à investigação, nos registos secretos de um director do Grupo Espírito Santo.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte II)
    24:59

    Operação Marquês

    O Ministério Público estima que, em apenas 8 anos, a ES Enterprises movimentou mais de três mil milhões de euros. E sempre à margem de qualquer controlo. Na tese da Operação Marquês, foi desta empresa fantasma que saiu a maior parte das luvas alegadamente pagas por Ricardo Salgado a José Sócrates, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Hélder Bataglia, por causa dos negócio da PT. Na primeira parte da grande reportagem "Oui, Monsieur - o saco azul do marquês" vimos como o chumbo da OPA da SONAE à PT terá sido o primeiro desses negócios.Agora, olhamos para outros pagamentos milionários e procuramos perceber o que está atrás desse alegado saco azul. A investigação concluiu que era financiado através de operações financeiras complexas, por vezes com dinheiro dos clientes do BES.