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Clientes com títulos da PT dizem-se lesados pelo Deutsche Bank

Um grupo de clientes vai avançar para tribunal com uma ação contra o Deutsche Bank porque diz ter sido lesado pelo banco alemão no caso de produtos financeiros relacionados com dívida da Portugal Telecom.

No comunicado de imprensa, divulgado esta segunda-feira, os clientes dizem que o Deutsche Bank "apenas devolveu 12,56% do produto de capital garantido Notes Rendimento Portugal Telecom 2020" e que se associaram ao gabinete de advogados Macedo Vitorino & Associados para avançarem com um processo judicial.

Os clientes queixam-se que o produto lhes foi vendido como sendo de "capital garantido" e que, além disso, "nunca foi assinado nenhum documento que autorizasse que o investimento na Portugal Telecom fosse alterado para uma empresa chamada Oi, com sede no Brasil".

Nas últimas semanas tem sido conhecido que vários bancos em Portugal venderam produtos financeiros complexos que tinham como subjacente dívida da Portugal Telecom, caso do Deutsche Bank, e que estão a ser reembolsados com significativas perdas devido à insolvência da operadora brasileira Oi, uma vez que esta passou a ser o garante desses títulos no âmbito da tentativa de fusão falhada entre a PT e a Oi.

O Haitong (ex-BES Investimento) foi um dos bancos que transformou obrigações da antiga Portugal Telecom em produtos estruturados complexos, tendo no início deste mês reembolsado parcialmente quatro produtos com perdas entre os 80 e os 85% do montante investido.

A 1 de julho, a Associação Internacional de Swaps e Derivados (ISDA) decidiu que houve um evento de crédito na Oi/PT, devido à dívida da Portugal Telecom International Finance, que era garantida pela operadora brasileira Oi, o que implicou o reembolso antecipado dos produtos financeiros.

A Oi, que é a maior operadora de telefone fixo do Brasil e a quarta em rede móvel, apresentou a 20 de junho o maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil, perante uma dívida total de 65,4 mil milhões de reais (17 mil milhões de euros), para evitar a falência. O pedido foi aceite pelo tribunal do Rio de Janeiro.

A Oi vendeu em 2015 a PT Portugal à empresa francesa Altice.

A Pharol, antiga PT SGPS, detém cerca de 27% da operadora de telecomunicações brasileira Oi.

Lusa

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