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Lesados do BES reúnem-se hoje com representante do Ministério das Finanças

Lusa

O grupo de trabalho que negociou uma solução para os lesados do papel comercial do BES reúne-se hoje, no Banco de Portugal, com um representante do Ministério das Finanças.

O encontro está marcado para as 10:00 (hora de Lisboa),e uma fonte da associação que representa os clientes lesados limitou-se a dizer à Lusa que está "confiante de que o promotor das conversações [o Governo] dê o 'sim' [à solução], para o bem do sistema financeiro".

Em causa estão os cerca de 2.000 clientes de retalho que investiram 432 milhões de euros em papel comercial das empresas Espírito Santo International e Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES), vendidos aos balcões do BES, e que foram dados como perdidos com a queda do banco e do grupo, em 2014.

Desde o início do ano que o primeiro-ministro, António Costa, se empenhou pessoalmente numa solução para estes clientes, justificando com a necessidade de estabilizar o sistema financeiro.

Em março foi constituído um grupo de trabalho para se chegar a uma solução, que durante meses negociou o mecanismo de compensação em dezenas de reuniões entre os representantes dos lesados, CMVM e Banco de Portugal, sob mediação do Governo, através do advogado Diogo Lacerda Machado.

A solução, que está já há algumas semanas nas Finanças para ter o aval, passa pela criação de um fundo de indemnização, que irá adiantar o dinheiro aos lesados (que ainda assim irão sofrer perdas), ficando em troca com os direitos judiciais dos processos judiciais que os lesados coloquem contra o Grupo Espírito Santo e os seus administradores.

Será depois esse veículo que irá continuar com a litigância na Justiça e receber eventuais compensações decididas pelos tribunais.

Os emigrantes lesados dos BES manifestam-se amanhã em Lisboa, junto à sede do Novo Banco. A concentração está marcada para as 11:30, na Avenida da Liberdade.


Seguem depois para a sede do Banco de Portugal na Rua do Comércio. Esta associação não aceita a solução comercial proposta pelo Novo Banco que foi aceite por 6 mil clientes emigrantes, que passa pela subscrição de obrigações de longa duração do Novo Banco, com depósitos a prazo condicionados ao valor dessas obrigações.

Com Lusa

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