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Produtores de leite e carne exigem melhores preços e regresso das quotas leiteiras

Várias dezenas de tratores participam esta terça-feira na marcha lenta de produtores de leite e carne, a realizar na Estrada Nacional (EN) 109, entre Ovar e Estarreja, que exigem melhores preços e o regresso das quotas leiteiras, disse fonte da organização.

A ação organizada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pela Associação Portuguesa de Produtores de Leite e Carne (APPLC) abrange ainda uma concentração junto a três hipermercados em Estarreja, distrito de Aveiro.

"Vamos fechar com um cadeado humano, de uma forma simbólica, os hipermercados que ali estão à beira da EN 109, em protesto contra a ditadura comercial que as grandes superfícies exercem", disse à Lusa João Dinis, da Direção da CNA.

João Dinis acusou as grandes superfícies de "esmagarem" os preços à produção nacional, nomeadamente do leite e da carne, referindo que os produtos alimentares "são por via de regra chamarizes das promoções e, também por isso, atravessam uma grave crise".

O dirigente realçou que os produtores de leite "estão a ter prejuízo para continuar a produzir", alegando que, atualmente, por cada quilo de leite, têm um prejuízo de oito cêntimos.

"A média [do preço do leite ao produtor] está em 26 cêntimos por quilo, enquanto o custo de produção anda em 34 cêntimos. E os agricultores não estão a contabilizar o valor do seu trabalho", sublinhou.

Para João Dinis, o fim das quotas leiteiras na União Europeia, em 2015, está na base da grande crise do setor leiteiro. Por isso, defende a adoção de um sistema idêntico ao das quotas leiteiras.

"O Governo português e este ministro [da Agricultura] têm-se concentrado essencialmente em ajudas para reduzir a produção e isso é um erro estratégico. Nós precisamos de ajudas para aumentar a produção, seja de leite, de fruta, seja do que for. É uma necessidade estratégica do nosso país", defendeu.

O dirigente considera que tem que haver "outro posicionamento político e lutar contra estas adversidades", defendendo "um debate forte" ao nível da Comissão Europeia de retoma do mecanismo público do controlo da produção. "Isso não está na ordem do dia, mas tem de estar", afirmou.

No protesto marcado para terça-feira, os agricultores vão ainda reclamar o aumento dos preços à produção de leite e carne, a redução dos custos de produção e o fim das penalizações sobre quem ultrapassar o limite interno de produção de leite.

Segundo a organização, os tratores vão sair de Válega (Ovar) e de Estarreja, pelas 10:30, estando a primeira concentração conjunta marcada para as 11:30 em frente aos hipermercados, ao lado da EN 109, em Estarreja.

Os manifestantes vão dirigir-se depois para a Câmara de Estarreja onde esperam ser recebidos pelo presidente da autarquia.

Lusa

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