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Passos Coelho quer que Governo diga quanto vai custar a recapitalização da CGD

EDUARDO COSTA

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu esta quarta-feira, nos Açores, que o Governo devia "com muita transparência" dizer quanto vai custar a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, quantos trabalhadores serão despedidos e quantos balcões encerrados.

"O Governo devia, com muita transparência, dizer qual é o custo da reestruturação que esta operação em condições de mercado terá em termos nacionais", referiu Pedro Passos Coelho, alegando que fica definitivamente comprovado que o Governo "não tem nenhuma razão para se desculpar com a União Europeia".

O Ministério das Finanças indicou hoje que o acordo que estabeleceu com a Comissão Europeia para recapitalização da Caixa Geral de Depósitos "assenta num plano de negócio que garante a competitividade da CGD".

As autoridades portuguesas irão injetar 2,7 mil milhões de euros no capital da CGD, transferir as suas ações ParCaixa para a CGD e converter em capital 900 milhões de euros de instrumentos de capital contingente (as chamadas 'CoCo bonds').

À saída de uma reunião com a administração da ANA-Açores, em Ponta Delgada, Pedro Passos Coelho considerou que ficou comprovado "tal como aconteceu com o procedimento por défice excessivo", que a União Europeia voltou a ajudar Portugal "com o entendimento que foi gerado a partir da Comissão Europeia quanto a não onerar o défice público português com esta operação" de recapitalização da CGD.

Para o líder da oposição, se se confirmar o valor de 4,6 mil milhões de euros será um valor que disse ser "claramente superior" ao que julga adequado e que a Caixa Geral de Depósitos "necessitava para desempenhar o seu papel".

"Quanto mais dinheiro se meter lá, maior será a redução de atividade que o banco público terá de fazer", apontou Pedro Passos Coelho, acrescentando esperar que "o valor máximo a ser feito seja efetivado tendo em conta as reais necessidades de capital da Caixa e também o nível de dívida que o país pode suportar".

Segundo disse Pedro Passos Coelho, a CGD é "um banco sólido" e a necessidade de recapitalização resulta "também das exigências novas que foram colocadas pelo próprio mecanismo de supervisão, que agora está a funcionar em termos europeus".

Lusa

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