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Janet Yellen continua a prometer aumento gradual das taxas de juro

A presidente da Reserva Federal (Fed), Janet Yellen, insistiu esta sexta-feira num aumento gradual das taxas de juro com uma melhoria da economia norte-americana, mas mostrou-se prudente quanto a "perturbações" que podem afetar o rumo económico.

Num discurso proferido na conferência monetária anual de Jackson Hole (Wyoming), a líder da Fed afirmou que a primeira economia mundial está a aproximar-se "dos objetivos de pleno emprego e de estabilidade dos preços".

"Os argumentos para uma subida das taxas de juro reforçaram-se nos últimos meses", afirmou, sublinhando que a Fed continua a "prever um aumento gradual das taxas de juro ao longo do tempo".

O crescimento norte-americano, que foi de apenas 1,1% no segundo trimestre, deverá atingir este ano os 2%, espera a Fed, quando a inflação anual está em 0,9%, aproximando-se lentamente da meta dos 2%. A taxa de desemprego ficou em julho em 4,9%.

Yellen não apontou qualquer data para uma subida das taxas de juro e deixou todas as opções em aberto para a próxima reunião do comité de política monetária do banco central dos EUA, que terá lugar dentro de três semanas.

"A nossa capacidade de prever a evolução das taxas é muito limitada" dado que é preciso responder "a perturbações que podem afetar a economia", advertiu.

A próxima reunião da Fed será a 20 e 21 de setembro, a penúltima antes das presidenciais de novembro e as taxas de referência da Fed estão atualmente entre 0,25% e 0,50%.

O banco central norte-americano subiu os juros em dezembro, pela primeira vez em quase dez anos, mas desde então não voltou a reajustar a sua política monetária, tendo em conta o abrandamento da economia chinesa e os riscos colocados pelo 'Brexit', a decisão britânica de sair da União Europeia.

"A política monetária não tem uma trajetória predeterminada", insistiu Yellen.

Num discurso de mais de 20 páginas, a dirigente da Fed apontou também alguns instrumentos que o banco central pode utilizar caso haja um novo abrandamento do crescimento e defendeu as medidas que foram adotadas depois da crise financeira de 2008.

Lusa