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Termina hoje prazo para lesados do papel comercial do ESI reclamarem créditos

Os investidores lesados em papel comercial da Espírito Santo International (ESI) e da Rio Forte, adquirido aos balcões do BES, têm até hoje para reclamarem os seus créditos, segundo a Associação dos Enganados e Indignados do Papel Comercial (AIEPC).

"A associação entende, face às informações que dispomos atualmente, que os associados e lesados em papel comercial ESI e Rio Forte, devem fazer a reclamação de créditos junto do BES [Banco Espírito Santo], até dia 26 de agosto", lê-se numa comunicação da AIEPC disponibilizada através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e datada de 16 de agosto.

"A AIEPC disponibiliza uma minuta tipo que cada lesado pode usar sem recorrer ao seu advogado, no entanto não invalida que possa solicitar parecer ou entendam proceder de outra forma, sendo que não é da responsabilidade da associação a vossa escolha", informou a entidade que representa os lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES).

Os requerimentos de reclamação devem indicar, nomeadamente, a proveniência do crédito, a data de vencimento, o montante de capital e de juros, mas também a sua natureza comum, subordinada, privilegiada ou garantida e a existência de eventuais garantias pessoais.

O processo de liquidação do BES iniciou-se em julho depois de o Banco de Portugal o ter requerido em tribunal. Neste processo, será feita a lista de credores pelos quais serão depois distribuídos os bens do banco, em função da hierarquia dos referidos credores.

O Banco de Portugal informou em meados de julho que a licença bancária do BES foi revogada pelo BCE, entrando em liquidação.

Já se esperava que a revogação da licença para a atividade bancária do BES, a entidade que ficou com os chamados 'ativos tóxicos' do banco da família Espírito Santo, acontecesse até 03 de agosto, quando passaram dois anos desde a resolução do banco.

O chamado 'banco mau' - o BES - fechou o ano de 2015 com prejuízos de 2,6 mil milhões de euros, sendo que a maior parte desses se deveu à decisão de dezembro passado do banco central de passar do Novo Banco para o BES cinco emissões de dívida não subordinada (sénior) no total de 2,2 mil milhões de euros.

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