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Alemanha acusa Fiat Chrysler de usar dispositivo ilegal em motores diesel

A Alemanha enviou uma carta à Comissão Europeia a acusar o construtor Fiat Chrysler de utilizar um dispositivo ilegal para as emissões poluentes nas viaturas a diesel, de acordo com um documento citado esta quinta-feira pela France Press.

Segundo testes feitos em quatro veículos do grupo pela KBA, a agência federal para o setor automóvel, o sistema de filtração das emissões poluentes desativa-se após 22 minutos, indica uma mensagem do Ministério dos Transportes da Alemanha datada de quarta-feira. São dois minutos a mais do que o tempo habitual para um teste antipoluição.

Além disso, o nível de óxido de azoto, altamente poluente, lançado para a atmosfera é por vezes nove a 15 vezes superior ao autorizado.

Na carta, o ministério acrescenta que isso "prova a utilização de um dispositivo não permitido".

Segundo uma fonte governamental, os veículos afetados são os modelos Fiat 500x, Jeep Renegade e Fiat Doblo.

Contactada pela AFP, a Fiat não quis falar sobre o assunto, remetendo para um comunicado de fevereiro no qual o grupo explicava ter feito um exame interno detalhado e concluído que está em conformidade com os regulamentos sobre emissões.

Em maio, o Ministério dos Transportes, autor da carta, tinha descoberto irregularidades no fabricante italo-americano, no quadro da comissão de inquérito sobre as emissões poluentes criada após a revelação de manipulação em veículos do grupo Volkswagen.

Na mensagem enviada a Bruxelas, o governo alemão pede que a Comissão Europeia "faça as consultas apropriadas com as autoridades italianas para encontrar uma solução", quando essas mesmas autoridades contactadas pela Alemanha, negaram o problema, argumentando que o dispositivo em causa se destinava a proteger o motor.

O inquérito feito pelo Ministério dos Transportes alemão apontou para irregularidades em 16 marcas automóveis, alemãs e estrangeiras, mas deixou também muitas questões em suspenso.

Lusa

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