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Grupos chineses preparam mais aquisições no setor financeiro em Portugal

O presidente da Autoridade Monetária de Macau, Anselmo Teng, disse esta sexta-feira que a China está interessada em fazer mais investimentos e aquisições em Portugal no setor financeiro e que as que já aconteceram são o início de uma tendência que será reforçada.

"Cada vez mais entidades chinesas querem participar nos capitais de bancos portugueses e seguradoras e isto é uma tendência marcada, como mencionou o representante da Fosun, agora envolvida numa ação no BCP", afirmou hoje Anselmo Teng num seminário, em Lisboa, sobre o reforço da cooperação nos serviços financeiros entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Após questões de jornalistas sobre interesses de grupos chineses em bancos portugueses, o chairman da Autoridade Monetária de Macau pediu a palavra para afirmar que a China não só apoia os movimentos que têm existido, como deseja que se reforcem.

"Enquanto autoridades governamentais, temos gosto nesta tendência. Isto é só o início de aquisição de entidades chinesas em Portugal, haverá no futuro mais", acrescentou.

Este seminário contou com a presença de um representante do grupo chinês Fosun, que detém em Portugal a seguradora Fidelidade e a Espírito Santo Saúde, e quer comprar 16,7% do capital do BCP, podendo reforçar posteriormente a sua participação para entre 20% a 30% no banco, dependendo das limitações de votos dos estatutos.

Também presente neste evento esteve o presidente do conselho de administração do Haitong Bank (ex-Banco Espírito Santo de Investimento), Hiroki Myiazato. De acordo com informação da imprensa, o Haitong propôs, à margem do concurso para a compra do Novo Banco, ao Fundo a aquisição parcial do Novo Banco pelo próprio banco assim como por outros investidores, ficando com cerca de 30% da instituição que resultou da resolução do BES.

Lusa

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