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Costa salienta no Brasil que Portugal cumpre défice e tem cooperação institucional

O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que Portugal vai cumprir a meta de défice acordada com a Comissão Europeia, 2,5 por cento, sendo praticamente "assunto encerrado", e que o país é atualmente "um bom exemplo" de cooperação institucional.

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António Costa falava no início de um almoço que juntou cerca de duas centenas de empresários e que foi promovido pela Câmara Portuguesa de São Paulo.

Perante uma plateia sobretudo constituída por empresários brasileiros, o primeiro-ministro defendeu a ideia de que Portugal se encontra numa conjuntura de recuperação, tanto ao nível financeiro, como em termos de criação de condições para uma fase de crescimento económico sustentável, começando por dizer que este ano o país cumprirá a meta de défice de 2,5 por cento acordada com Bruxelas, saindo assim a prazo do procedimento por défice excessivo na União Europeia.

"Apesar de o crescimento económico ser mais baixo do que o estimado inicialmente [pelo Governo], tal não vai impedir o cumprimento da meta de défice este ano. Os dados de agosto último sobre a evolução da despesa e da receita indicam isso e, praticamente, trata-se de um assunto encerrado", declarou.

Ainda na fase em que expôs aos empresários brasileiros as condições para a existência de investimento seguro em Portugal, o primeiro-ministro invocou uma conjuntura política de estabilidade no país, havendo um clima de "excelência ao nível da cooperação institucional entre os diferentes órgãos de soberania".

"Por outro lado, vamos iniciar um novo ciclo de aplicação de fundos comunitários, cerca de 21 mil milhões de euros para investir nos próximos anos", acenou ainda.

Em relação a projetos em concreto para investimento, o primeiro-ministro apresentou casos em termos de infraestruturas como o porto de Sines, a ligação ferroviária de Sines a Espanha, mas também projetos em áreas como a economia do mar e as novas tecnologias - ponto em que destacou a cooperação entre a ciência portuguesa e a multinacional brasileira do setor aviação, a Embraer.

Mas António Costa deixou também uma nota de insatisfação face ao atual nível das relações económicas luso- brasileiras.

"Não basta dizer que Portugal é a porta de entrada do Brasil na Europa e que o Brasil é a porta de entrada de Portugal no Mercosul, porque quando as portas não se abrem funcionam como muros. É preciso que os empresários brasileiros entrem em Portugal, instalem-se em Portugal e invistam, porque estão a investir na Europa", declarou.

Lusa

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