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CDS acusa Governo de "trapalhada" na nomeação dos novos gestores da CGD

A deputada do CDS-PP, Cecília Meireles, acusou esta quinta-feira o executivo de António Costa de ter feito uma "trapalhada" na nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), bem como de "irresponsabilidade" no arrastar do processo de recapitalização.

"Trapalhada, irresponsabilidade e ocultação" foram as três palavras usadas por Cecília Meireles no debate sobre o banco público na comissão permanente da Assembleia da República para caracterizar a intervenção do Governo no banco público ao longo dos últimos meses.

A deputada especificou que a "trapalhada" estava relacionada com a nomeação da nova equipa de gestão do banco.

"Tentaram meter um novo ramalhete de gestores e aumentar-lhes o salário", considerou, acrescentando ainda que houve por parte do Governo "irresponsabilidade no arrastar do processo" de recapitalização e ainda "ocultação" de dados sobre o mesmo.

Cecília Meireles acusou também os grupos parlamentares do PS, do Bloco de Esquerda e do PCP de tentarem inviabilizar a audição de António Domingues, o novo líder da CGD, na comissão parlamentar de inquérito em curso ao banco público.

"Esta maioria tentou inviabilizar a audição do presidente da CGD na comissão de inquérito. Só vai ser possível devido ao direito potestativo do CDS", salientou.

De resto, a deputada do CDS questionou o secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, que participou no debate em representação do Governo sobre diferentes assuntos, tendo ficado sem respostas diretas, devido ao formato do debate na comissão permanente.

"Temos valores máximos para esta capitalização. Quais os valores reais? Quanto é que vão ganhar estes super gestores? E o esforço de recapitalização com dinheiro público vai ou não à dívida?", foram as perguntas lançadas pela deputada centrista.

"O dinheiro não cai do céu e os portugueses vão pagar este dinheiro", realçou.

Cecília Meireles apontou depois baterias para as consequências do plano de reestruturação negociado entre o Governo e Bruxelas.

"Quantos trabalhadores vão ser dispensados e quantos balcões vão ser fechados", questionou.

A deputada perguntou também se a verba de 700 milhões de euros que a comunicação social tem noticiado estar reservada para a redução do quadro de pessoal dos trabalhadores corresponde à verdade e se está previsto o despedimento de mais de cinco mil trabalhadores.

Lusa

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