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Secretário de Estado diz que Governo de Passos "mascarou" problemas financeiros

O secretário de Estado adjunto do Tesouro e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, acusou esta quinta-feira o anterior executivo PSD/CDS de ter mascarado os problemas do setor financeiro, com a complacência do Banco de Portugal e das instituições internacionais.

"Uma recessão tão profunda deixou marcas no sistema financeiro. Marcas tanto maiores quanto os problemas do sistema financeiro, que foram mascarados pelo anterior executivo, com a complacência do supervisor e das instituições internacionais", afirmou hoje no parlamento o governante.

No seu discurso na comissão permanente da Assembleia da República, Mourinho Félix destacou o papel que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) desempenhou durante "o período de profunda recessão que marcou a passagem do PSD pelo Governo".

Segundo o secretário de Estado, "nesse período, a Caixa foi o banco de refúgio das poupanças de muitos portugueses e evitou a que se assistisse a uma fuga de depósitos".

Depois de ter ouvido as posições dos diversos grupos parlamentares sobre o plano de reestruturação do banco público, negociado entre o Governo e Bruxelas, que inclui uma recapitalização significativa, Mourinho Félix apontou para os efeitos económicos que a crise teve sobre muitas empresas, que faliram e deixaram de honrar os seus compromissos junto da banca.

Também realçou o contexto de baixas taxas de juro que levaram os bancos a ter perdas significativas no crédito à habitação, segmento no qual a CGD tem uma forte expressão.

E vincou: "A manutenção da confiança na CGD implica um virar de página".

Mourinho Félix considerou que o plano desenhado pelo Governo vai permitir à CGD "lidar com os ativos improdutivos e assegurar uma adequada cobertura de imparidades", bem como "orientar a concessão de crédito para os melhores projetos empresariais que criam valor e emprego", e ainda "criar valor para o acionista".

O objetivo é que o banco estatal seja "autossustentável, como foi no passado", referiu.

No debate, os partidos da oposição (PSD e CDS) lançaram críticas e dúvidas sobre a ação do Governo sobre a CGD, enquanto os partidos que apoiam o Governo de António Costa (PS, Bloco de Esquerda e PCP) defenderam a necessidade de Portugal contar com um banco público sólido e que contribua para a estabilidade do sistema financeiro.

Lusa

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