sicnot

Perfil

Economia

Acionistas do BPI reúnem-se hoje após nova proposta para desbloquear futuro do banco

Os acionistas do BPI voltam hoje a reunir-se, poucas horas após a administração ter feito uma nova proposta aos parceiros angolanos que pode abrir caminho ao fim da limitação dos votos e ao sucesso da OPA do CaixaBank.

A reunião magna de hoje, no Porto, tem em vista discutir o fim da regra dos estatutos do BPI que impede um acionista de votar com mais de 20%, independentemente da sua participação social - o que impossibilita o espanhol CaixaBank de fazer uso da totalidade dos seus 45% de participação social.

Esta é a terceira convocatória para a assembleia-geral depois das suspensões dos encontros de julho e do início de setembro, devido a providências cautelares colocadas pela 'holding' Violas Ferreira, o maior acionista português do BPI, com 2,67%.

Estas ações judiciais fizeram com que, nos últimos dois meses, o banco tivesse imergido num imbróglio jurídico, que impediu os acionistas de tomarem decisões e criou muita incerteza sobre o futuro.

Para a assembleia-geral de hoje a expectativa é a de que haja desenvolvimentos, sobretudo depois de na terça-feira à noite - poucas horas antes do início do encontro - o BPI ter comunicado ao mercado que propôs à Unitel (empresa de Isabel dos Santos, com quem tem em Angola o BFA) a venda de 2% do Banco Fomento de Angola (BFA) por 28 milhões de euros, ficando acionista minoritário daquele banco. Contudo, o BPI faz depender essa proposta do fim da limitação à contagem dos votos existente.

Atualmente, o BPI detém 50,1% do capital do BFA, enquanto a Unitel é dona de 49,9%.

Já este fim de semana houve também uma mudança de posição do Grupo Violas, com o administrador Tiago Violas Ferreira a dizer em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios que o grupo não se oporá mais à Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo espanhol CaixaBank.

Na questão do fim dos limites de votos, até agora, o grupo da família Violas tinha estado alinhado com a 'holding' angolana Santoro (segundo maior acionista do BPI, com 18,6%) contra a alteração dos estatutos.

Já o CaixaBank defende essa alteração e é mesmo uma das condições para avançar com a OPA, no que é apoiado pelo Conselho de Administração do BPI, liderado por Artur Santos Silva.

A questão da desblindagem de estatutos tornou-se um assunto maior no BPI devido à 'guerra' que tem oposto os principais acionistas, o espanhol CaixaBank e a angolana Santoro, de Isabel dos Santos, que não se entendem quer na redução da exposição do banco a Angola, obrigatória pelo Banco Central Europeu, quer numa estratégia para futuro do banco.

O Público noticiou recentemente que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) questionou o CaixaBank sobre o acordo feito com o Governo de Angola para uma linha de crédito de 400 milhões de euros, notícia avançada pela Lusa. O objetivo do regulador dos mercados financeiros é o de se assegurar que esta operação não tem nada que ver com o BPI.

O maior acionista do BPI é o banco espanhol CaixaBank, com 45,50%, e o segundo maior acionista é a Santoro, com 18,6%, os quais se relacionam com os 2,28% que o Banco BIC tem no BPI, uma vez que ambas as empresas têm Isabel dos Santos como acionista de referência.

Já a seguradora Allianz tem 8,27% e a família Violas 2,67%.

As ações do BPI fecharam na terça-feira a cair 0,37% para 1,09 euros.

Lusa

  • "Às vezes o senhor primeiro-ministro irrita-me um bocadinho"
    2:05

    País

    O Presidente da República disse esta quinta-feira de manhã que António Costa é "irritantemente otimista" por teimar em "ver violeta-rosa onde há roxo". Marcelo Rebelo de Sousa recordou ainda Mário Soares numa aula no Colégio Moderno, em Lisboa.

  • Montenegro nunca será candidato contra Passos
    0:50
  • Cientistas testam útero artificial em cordeiros prematuros

    Mundo

    Um grupo de cientistas desenvolveu um útero artificial - o Biobag - que se assemelha a uma bolsa de plástico e que ajuda no desenvolvimento de cordeiros prematuros. O método foi testado nestes animais mas os cientistas do Hospital Pediátrico de Filadélfia, nos Estados Unidos, garantem que poderá vir a ser utilizado também em bebés que nascem prematuros.

  • Exame ao sangue descobre cancro um ano antes do reaparecimento

    Mundo

    Uma equipa de investigadores britânicos descobriu uma maneira de identificar o regresso do cancro, com um ano de antecedência. Através de um exame ao sangue, a equipa conseguiu identificar os primeiros sinais da doença, uma série de células invisíveis ao raio-X e à TAC. A descoberta pode vir a permitir tratar o cancro mais cedo e, como resultado, poderá aumentar as chances de o curar.

  • Casados há 69 anos, morrem de mãos dadas com 40 minutos de diferença

    Mundo

    Isaac Vatkin, de 91 anos, morreu cerca de 40 minutos depois de Teresa, de 89 anos, no passado sábado no Highland Park Hospital, no estado norte-americano Ilinóis. "Não queríamos que fossem embora, mas não podíamos pedir que partíssem de melhor maneira", afirmou o neto William Vatkin. O casal morreu no hospital poucos dias depois de celebrarem 69 anos de casados.

  • Trump cria linha de apoio a vítimas de "extraterrestres criminosos"

    Mundo

    Quando o Governo norte-americano usa o termo "extraterrestre criminoso", refere-se a alguém que não é cidadão dos Estados Unidos da América e que foi condenado por um crime. Quando a mesma expressão é usada pelos utilizadores do Twitter, o significado é completamente diferente. Os internautas pensam na série Ficheiros Secretos e em discos voadores. Por isso, o lançamento de uma linha telefónica, por parte da Casa Branca, para as vítimas de "extraterrestres criminosos" só podia dar em confusão.