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Economia mundial abranda crescimento para 2,3% em 2016

A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) prevê que a economia mundial abrande para 2,3% este ano, antecipando também que a zona euro reduza a sua expansão económica para 1,6% este ano.

"O abrandamento do crescimento global, agora no seu sexto ano consecutivo, e o falhanço das economias mais avançadas em aumentar a procura e a produtividade e atingir remunerações mais justas pode intensificar-se por causa dos crescentes riscos nos países em desenvolvimento", diz a UNCTAD.

No seu relatório de 2016 sobre o Comércio e Desenvolvimento, os economistas alertam para a 'politização' de grandes acordos transfronteiriços, como o Tratado Transatlântico de Investimento (TTIP), que "não está a conseguir fornecer uma solução, e o protecionismo está a regressar como instrumento de política externa".

Num relatório em que é criticado o facto de uma parte do crescimento dos países menos desenvolvidos ser alcançado à custa de indicadores financeiros e em setores que não contribuem diretamente para a melhoria de vida dos cidadãos, como a exploração de recursos naturais, chama-se ainda a atenção para a importância "da manufação e de crescimento sustentado e inclusivo nos países em desenvolvimento e para os perigos da vertente financeira enfraquecer o clima de investimento"

"Os decisores políticos em todo o mundo enfrentam uma difícil combinação de fraco investimento, abrandamento na produtividade, comércio em estagnação, aumento da desigualdade e 'montanhas' de dívida", sintetiza o secretário-geral da UNCTAD, Mukhisa Kituyi, numa declaração que acompanha a divulgação do documento.

"As soluções requerem um pensamento ambicioso, e não uma reação tépida de 'mais do mesmo', acrescenta o responsável.

O relatório conclui, ao longo de 252 páginas, que "a falta de procura global e a estagnação do nível de rendimentos são os principais problemas para o abrandamento no comércio internacional" e alerta que "se os decisores políticos falharem no combate aos efeitos negativos das incontroláveis forças de mercado, então um regresso ao protecionismo pode desencadear um círculo vicioso negativo que afetará toda a gente".

Lusa

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