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Costa recusa "mitos" sobre queda do crescimento, exportações e investimento

MARIO CRUZ/LUSA

O primeiro-ministro procurou hoje desmontar três "mitos" que a oposição tem explorado, assegurando que, ao contrário do que é dito, o país está a crescer mais, a exportar mais e há mais investimento do que em 2015.

"É falso que não estejamos a crescer mais do que estávamos a crescer o ano passado, é falso que não estejamos a exportar mais do que exportávamos o ano passado, é falso que não haja mais investimento do que havia o ano passado e, sobretudo, é falso que não haja mais investimento estrangeiro do que aquele que havia no ano passado", disse o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal no parlamento, em resposta à intervenção do líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

Mostrando vários gráficos sobre exportações de bens e serviços, da variação em cadeia do investimento e da variação em cadeia da formação bruta de capital das sociedades não financeiras, que apresentam sempre valores mais altos em 2016 do que os registados em 2015, António Costa garantiu que "esta é a realidade e o resto são mitos".

Na réplica, Passos Coelho considerou não existir nenhum mérito em "negar a realidade" e lembrou dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística ou pelo Banco de Portugal que reportam o contrário das informações fornecidas pelo primeiro-ministro.

O líder social-democrata fez ainda referência ao último relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), questionado o primeiro-ministro sobre o que se está a passar com a Infraestruturas de Portugal, já que enquanto em 2015 tinham sido transferidos 156 milhões de euros de receitas relacionadas com a contribuição de serviço rodoviário, a verba transferida em 2016 foi de apenas 25 milhões.

"O que aconteceu à contribuição rodoviária, onde é que ela está? Porque é que não é transferida para a Instraestruturas de Portugal? Porque é que a receita não é disponibilizada?", questionou Passos Coelho, interrogando ainda António Costa sobre o efeito que isto poderá tem nas contas públicas.

No início da sua intervenção, Passos Coelho fez também uma análise do discurso inicial do primeiro-ministro, comparando-o ao que os treinadores fazem para motivar as equipas.

"Fez-nos, no regresso aos debates parlamentares, um exercício muito semelhante àqueles treinadores que pretendem motivar as suas equipas e, face dos resultados medíocres que vão obtendo, vão reforçando aquilo que já tinham dito, dizendo: ainda não foi desta vez, mas vai ser para a próxima, para a próxima vamos conseguir", ironizou, questionado António Costa sobre as reformas prometidas para fazer o país crescer.

Pois, vincou, tal como tem sido referido por várias instituições, "por este andar" será difícil alcançar os resultados propostos.

"Não há impossíveis e sabemos como o primeiro-ministro é amigo de impossíveis e de pôr vacas a voar, mas não é muito provável", gracejou.

"Acho que é meu dever motivar a minha equipa e a minha equipa são os portugueses, é Portugal e nós precisamos de motivação em Portugal, o país precisa de recuperar de 4 anos de desmotivação", replicou o primeiro-ministro.

Lusa

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