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Isabel dos Santos saúda acordo no BPI e garante "idoneidade" da Santoro

A empresária angolana Isabel dos Santos saudou hoje "a solução encontrada para resolver a situação" no BPI na assembleia geral de quarta-feira, considerando que "mostra o sentido de compromisso e responsabilidade que sempre orientou a atuação da Santoro".

"Desde o início, conduzimos este processo com idoneidade e transparência, de forma a responder aos interesses de todas as partes envolvidas", refere a líder da Santoro Finance - que é o segundo maior acionista do BPI, com 18,6% - numa declaração escrita hoje divulgada.

No documento, a filha do presidente José Eduardo dos Santos diz estarem agora "reunidas as condições para que ambas as instituições, o BPI e o BFA [Banco Fomento de Angola], consolidem a sua posição nos mercados português e angolano, contribuindo para o crescimento das economias de ambos os países".

Informações recolhidas pela agência Lusa à margem da reunião magna de acionistas do BPI, que na quarta-feira decorreu no Porto, indicam que a 'holding' Santoro, que até aqui se tinha oposto à alteração dos estatutos do banco com vista ao fim do limite aos direitos de voto, se absteve na votação que acabou por aprovar a desblindagem dos estatutos.

Com a desblindagem foi eliminado o limite de 20% que existia nos direitos de voto dos acionistas do BPI e que, até então, impediam que o espanhol CaixaBank votasse com os 45,50% do capital do banco que efetivamente detinha.

Na sequência da desblindagem, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) determinou na quarta-feira, pouco depois da assembleia geral, a obrigatoriedade de o CaixaBank lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital do BPI.

Em cima da mesa desde abril estava já uma OPA sobre o banco português por parte do banco catalão, cuja manutenção estava precisamente dependente do fim da limitação aos direitos de voto no BPI, sendo que no início da noite passada o CaixaBank anunciou uma revisão em alta do preço inicial oferecido, de 1,113 euros para 1,134 euros por ação.

Atualmente o maior acionista do BPI é o CaixaBank, com 45,50%, e o segundo maior acionista é a Santoro, com 18,6%, os quais se relacionam com os 2,28% que o Banco BIC tem no BPI, uma vez que ambas as empresas têm Isabel dos Santos como acionista de referência.

Já a seguradora Allianz tem 8,27% e a família Violas 2,67%.

Lusa

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