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Défice cai para 2,8% no 1.º semestre

MÁRIO CRUZ

O défice do Estado ficou em 2,8% do PIB nos primeiros seis meses do ano, uma grande descida em relação ao mesmo período de 2015. O ministro das Finanças garante que o país "está no bom caminho" para cumprir a meta dos 2,2%.

Nas Contas Nacionais Trimestrais Por Setor Institucional relativas ao segundo trimestre do ano, que foram hoje publicadas, o INE refere que, "no conjunto do primeiro semestre de 2016, o saldo das AP [administrações públicas] foi -2,8% do PIB (-4,6% em igual período do ano passado)".

Apesar da redução homóloga verificada, o valor do défice até junho, de 2,8% do PIB, está acima da meta do Governo para este ano, que é 2,2%, e está também ligeiramente acima da estimativa apresentada pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), cujo valor central era de 2,7% de défice na primeira metade do ano.

O ministro das Finanças já garantiu que a meta do défice para este ano vai ser cumprida e que o país está no bom caminho.

Projeção de défice de 2,2% em 2016

Na segunda notificação relativa ao procedimento défices excessivos enviada pelo INE a Bruxelas, mantém-se a projeção que o défice português se fixará em 2,2% do PIB em 2016, abaixo dos 2,5% de meta que o Governo acordou com Bruxelas e descendo dos 4,4% em 2015, ano em que foi penalizado pelo resgate do Banif.

Considerando apenas o segundo trimestre, o défice foi de 1.167,2 milhões de euros, o equivalente a 2,5% do PIB, sendo que, no mesmo trimestre do ano passado, o défice orçamental tinha sido de 1.600 milhões de euros, ou seja, 3,6% do PIB.

A dívida pública portuguesa dever-se-á situar em 124,8% do PIB no fim de 2016, face aos 129% no final de 2015 e contra os 127,7% previstos no Orçamento de Estado para 2016.

Com Lusa e Reuters

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