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DBRS diz que países europeus muito endividados estão mais sujeitos a choques

A agência de rating DBRS disse esta segunda-feira que os países europeus mais endividados continuam em risco de sofrerem choques e que, se assim continuarem, será uma questão de tempo até acontecer.

"Estão os países altamente endividados condenados a viver com o peso da dívida indefinidamente? Se assim for, é apenas uma questão de tempo até os choques externos deitarem por terra os esforços de estabilização da dívida", lê-se numa nota de análise da DBRS, hoje divulgada.

A DBRS é a única das principais agências de 'rating' que atribui a nota de investimento à dívida soberana portuguesa -- possibilitando o acesso de Portugal ao financiamento do Banco Central Europeu (BCE) -, enquanto Moody's, Fitch e Standard & Poor's atribuem 'lixo'.

Segundo a agência de origem canadiana, que não se refere a qualquer caso em concreto, nos países mais endividados da União Europeia os rácios de dívida pública estabilizaram, os défices orçamentais têm diminuído, as balanças correntes têm apresentado excedentes e até tem havido crescimento.

No entanto, diz, os países continuam a defrontar-se com crescimento lento, baixa inflação, a necessidade de fazerem ajustes orçamentais significativos, numa altura em que também os benefícios dos estímulos monetários do BCE estão a chegar ao limite, o que coloca dificuldades à sustentabilidade do ajustamento orçamental e económico.

A DBRS diz que tem notado que há países com mais folga orçamental que estão a diminuir a austeridade e a fazer mais despesa pública, o que pode beneficiar os países mais endividados e com menos possibilidade de fazer investimento, referindo que, no entanto, para já isso ainda é modesto.

A DBRS cita mesmo um estudo recente da Comissão Europeia que sugere que um aumento do investimento público nos países menos endividados da zona euro seria eficaz na redução dos encargos da dívida dos países mais endividados, uma vez que, com a atual política monetária, seria provável que aumentasse a inflação, houvesse uma nova descida das taxas de juro reais e uma depreciação da moeda, levando provavelmente a uma aceleração da atividade económica.

Lusa

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