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Caldeira Cabral quer articulação entre ministérios e com privados no turismo

(SIC/Arquivo)

O ministro da Economia afirmou hoje que no setor do turismo é preciso trabalhar de forma articulada entre ministérios, para que as instituições públicas possam dar uma resposta única a quem tem iniciativa e quer investir no setor.

Caldeira Cabral falava ao ser questionado sobre se defende a criação de uma espécie de 'balcão único' para resolver os problemas do turismo e depois do presidente da Confederação do Turismo Português (CTP) ter apelado ao primeiro-ministro para que chame a si a coordenação das políticas com implicação no turismo, acabando com a necessidade de recorrer ao "sem número de ministérios" para a resolução de problemas.

"Se tudo estivesse nas mãos do ministro da Economia ou da secretária de Estado do Turismo, estávamos bem, mas a realidade não é essa", afirmou Calheiros, na abertura da III Cimeira do Turismo Português, que hoje decorre no Museu do Oriente, em Lisboa, com o tema Turismo em Movimento.

Sobre estas afirmações, Caldeira Cabral respondeu durante uma intervenção no mesmo evento: "Mesmo que, seguindo a sugestão do presidente da CTP, a secretária de Estado [do Turismo] concentrasse a pasta das finanças e várias outras, mesmo assim ainda restavam as câmaras municipais e muitas outras [entidades]".

Por isso, acrescentou que o importante é haver articulação.

"Acho que temos de trabalhar de forma articulada e que esse trabalho seja cada mais assumido dentro do Governo e não atirado para cima de quem quer ter uma iniciativa e de quem quer ter um investimento, para que as instituições públicas possam dar uma resposta única", afirmou.

O ministro destacou várias medidas já tomadas na área do turismo nomeadamente com o Simplex+, mas reforçou que "é preciso trabalhar mais".

"O que estamos a fazer não é só para o turismo, é também para a área empresarial, para melhorar o atendimento às empresas e tentar resolver vários problemas", afirmou.

Caldeira Cabral quis sublinhar que o sucesso do turismo em Portugal teve a ver com a iniciativa das empresas "mas também com o casamento entre o que foi a iniciativa das empresas - na recuperação de hotéis em vilas históricas, na atração de atividade para zonas que antigamente estavam mortas - e as políticas públicas, quer dos governos quer das autarquias", concluiu.

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