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Plano de cortes do CaixaBank para o BPI pode encorajar outros bancos, diz Fitch

© Reuters

A Fitch considera que a desblindagem dos estatutos no BPI é positiva para o sistema bancário português, porque ao permitir a implementação de um plano de racionalização, anunciado em abril, poderá encorajar outros bancos a fazer o mesmo.

Na semana passada, os acionistas do BPI aprovaram a alteração de estatutos do banco, pondo fim à limitação dos direitos de voto e abrindo caminho ao sucesso da Oferta Pública de Aquisição (OPA), lançada pelo maior acionista do banco, o CaixaBank, que apesar de deter 45,5% do banco, tinha direitos de voto de 20%.

"O levantamento do teto nos direitos de voto do CaixaBank no BPI é positivo para os bancos portugueses, porque representa um passo importante no processo de OPA que, se tiver sucesso, vai permitir aos novos donos implementar um plano de racionalização, que poderá encorajar outros bancos a seguir o exemplo", afirma a agência de rating Fitch, num comunicado enviado às redações.

Para os analistas da agência, o plano de racionalização do CaixaBank para o BPI, apresentado em abril, aquando o lançamento da OPA, e que prevê o corte de custos operacionais em 13% no fim do terceiro ano de integração, "é positivo" não só para o banco, mas para o setor.

"Manter a eficiência dos custos num ambiente de taxas de juro persistentemente baixas é essencial para os bancos portugueses, sobretudo porque o crescimento económico deve abrandar na segunda metade de 2016 e 2017", defende a Fitch.

Isto numa altura em que a banca portuguesa opera num "ambiente difícil" para reforçar capital e atingir "níveis adequados" de rentabilidade, bem como pela "fraca qualidade dos ativos".

A agência de rating considera que "assim que o CaixaBank tiver o controlo total do BPI será mais fácil implementar alterações que são essenciais para impulsionar os proveitos e fortalecer o perfil de crédito do banco".

Uma vez que a desblindagem dos estatutos era uma pré-condição para a OPA, a Fitch entende que "há uma elevada probabilidade" de que o processo se conclua, lembrando que ainda é necessária a aprovação do Banco Central Europeu (BCE), e dos reguladores portugueses e angolanos, "que não devem levantar objeções".

O sucesso da OPA "terá implicações positivas no rating atribuído ao BPI no curto e no médio prazo", com a Fitch a admitir que uma subida do rating até "dois níveis abaixo do CaixaBank".

Há quase dois anos que os principais acionistas do BPI, o CaixaBank e a angolana Santoro, protagonizam um conflito, que se agudizou no início deste ano, inicialmente sobre a redução da exposição do banco a Angola, obrigatória pelo BCE, mas que se estendeu também à estratégia para futuro do banco.

Esse conflito veio pôr em evidência a regra dos estatutos do banco que limita a 20% os direitos de voto, independentemente da participação social de cada acionista, uma vez que devido a ela o CaixaBank, com mais do dobro do capital, tinha praticamente o mesmo poder dos parceiros angolanos.

Depois da desblindagem dos estatutos, o CaixaBank ficou obrigado a lançar uma nova OPA sobre a totalidade do capital do BPI, melhorando o preço face à anterior oferta, de 1,113 euros por ação para 1,134 euros por ação.

Lusa

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