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Receita fiscal de setembro pode ser "uma supresa boa"

Receita fiscal de setembro pode ser "uma supresa boa"

O Presidente da República acredita que, no final do ano, o défice vai ficar abaixo dos 2,5% e diz que não está preocupado.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescenta que a receita fiscal do mês de setembro, que vai ser conhecida dentro de alguns dias, pode ser uma "surpresa boa", tal como os meses que ainda faltam de 2016.

Às preocupações manifestadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Presidente da República lembrou que o crescimento económico para este ano também está dentro daquilo que se previa, ou seja, um crescimento de apenas 1%, disse à margem da inauguração do Museu da Música Mecânica, no Pinhal Novo, em Palmela.

Numa nota sobre a síntese da execução orçamental das administrações públicas até agosto, a UTAO indica que "será necessário arrecadar 17.434 milhões de euros nos últimos quatro meses de 2016" para cumprir o objetivo incluído no Orçamento do Estado para 2016 (O E2016), referindo que esta evolução "não se afigura verosímil".

A UTAO indicou ainda que os 447 milhões de euros destinados à reversão dos cortes salariais está "disponível na sua totalidade", mas admitiu que serão precisos "cerca de 130 milhões" a mais do que aquele valor até ao final do ano.

No OE 2016, o Governo tinha previsto que a receita das administrações públicas com impostos crescesse 2,7% nos 12 meses, um comportamento que ficaria a dever-se ao aumento de 6,3% na receita dos impostos indiretos e a uma redução de 1,2% da dos diretos.

No entanto, até agosto, a receita fiscal diminuiu 0,9% (tinha aumentado 1% até julho), sendo que "a taxa de variação homóloga acumulada dos impostos indiretos até agosto foi de 4,3%" (abaixo dos 6,3% previstos) e a receita dos impostos diretos registou "uma redução acentuada de 6,9% (-3,8% até julho), a qual se deveu ao desempenho desfavorável da receita de IRC e de IRS".

Com Lusa

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