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Passos Coelho acusa Governo de privilegiar agravamento dos impostos indiretos

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou hoje o Governo de privilegiar o agravamento dos impostos indiretos e defendeu ser "preferível" que as pessoas paguem impostos em função da sua capacidade económica.

"A escolha privilegiada que este Governo tem vindo a evidenciar vai mais para agravar os impostos indiretos, que são mais difusos, as pessoas não se dão tanta conta de os pagar, mas são as pessoas que pagam", afirmou.

Falando em Vila Verde, durante uma visita à Festa das Colheitas, Passos Coelho considerou "preferível" as pessoas pagarem impostos em função da sua capacidade económica em vez de o fazerem em função das escolhas que fazem quando consomem.

"Não estou a dizer que não deve haver impostos indiretos, estou a dizer que, se desequilibramos muito este equilíbrio entre diretos e indiretos, estamos a criar problemas de equidade", acrescentou.

Assim, desafiou o Governo a não seguir um caminho "de transformar uma série de pequenos impostos indiretos numa fonte de receita privilegiada".

Passos sublinhou que, quando o Estado "engorda muito" na sua receita fiscal, "não é dos poucos que são ricos que engorda".

"Engorda, porque há muitas pessoas remediadas, da classe média, às vezes de classes mais baixas, que têm de pagar os mesmos impostos que os outros, e esse não é o caminho da equidade", referiu.

Em relação à sobretaxa do IRS e à sua eventual eliminação progressiva ao longo do próximo ano, deixando os mais ricos para o fim, hoje noticiada pelo jornal Público, Passos escusou-se a comentar, considerando que primeiro quer ter em mãos a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2017.

Segundo o jornal, que atribui a informação a fontes do executivo, "a sobretaxa do IRS não deverá acabar ao mesmo tempo para todos os contribuintes em 2017, como está hoje previsto".

"O cenário que o Governo tem em cima da mesa, mas que ainda está sujeito a alterações, passa por garantir que a sobretaxa acabará para todos os contribuintes durante o próximo ano, mas de forma faseada, penalizando os rendimentos mais altos. O cenário que o Governo está a estudar, passa, na prática, por manter a sobretaxa sobre os rendimentos mais altos e ir desagravando a carga fiscal ao longo do ano até que esta seja eliminada", acrescenta o Público.

"Temos de ter muito cuidado a comentar estas notícias, elas aparecerem a uma velocidade muito grande. O Governo tem escolhido esta forma de ir testando as possíveis medidas, colocando-as no jornal para ver o que as pessoas dizem", criticou, aludindo a "um jogo que não é correto".

Lusa

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