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Exportações aumentam 6,1% e importações 10,6% em agosto

As exportações aumentaram 6,1% e as importações subiram 10,6% em agosto deste ano face ao mesmo mês de 2015, tendo o défice da balança comercial aumentado 248 milhões, para 1.160 milhões de euros, informou hoje o INE.

De acordo com os dados relativos ao comércio internacional de Portugal divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no trimestre terminado em agosto de 2016, as exportações de bens diminuíram 0,8% e as importações aumentaram 0,1%, em termos homólogos (-2,3% e -3,9%, respetivamente, no trimestre terminado em julho de 2016).

Em julho, as exportações e as importações de bens tinham registado recuos homólogos de 4,6% e de 7,3%, respetivamente.

Só em agosto, face ao mesmo mês de 2015, excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 8,3% e as importações subiram 14,2% (respetivamente -3,0% e -3,2% em julho de 2016).

Segundo o INE, "a significativa aceleração observada, quer nas exportações quer nas importações, poderá ter refletido em parte efeitos de calendário (menos dois dias úteis em julho e mais um dia útil em agosto que nos meses homólogos do ano anterior).

Assim, o défice da balança comercial de bens aumentou 248 milhões de euros em agosto de 2016, face ao mesmo mês de 2015, para 1.160 milhões de euros, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, o saldo da balança comercial totalizou -805 milhões de euros, o que corresponde a um agravamento do défice de 256 milhões de euros.

O aumento de 6,1% das exportações em agosto, em termos das variações homólogas mensais, traduziu o comportamento do comércio intra-União Europeia (UE), que subiu 12,2%, depois de em julho ter progredido 0,9%.

As exportações extra-UE, pelo contrário, diminuíram 7,2% em agosto e 18,6% em julho.

Quanto às importações, aumentaram 10,6% em agosto (-7,3% em julho) "sobretudo em resultado das importações provenientes dos países intra-UE terem aumentado 9,5% (-3,8% em julho).

Considerando o comércio internacional sem a rubrica dos combustíveis e lubrificantes, em agosto as exportações aumentaram 8,3% e as importações cresceram 14,2% face ao período homólogo, depois de no mês anterior terem recuado 3,0% e 3,2%, respetivamente.

O INE destaca que, "desde meados de 2015, as exportações e importações excluindo os combustíveis e lubrificantes têm registado taxas de variação superiores às da totalidade das exportações e importações. Este diferencial de evolução reflete em larga medida o impacto da redução dos preços dos combustíveis e lubrificantes".

Numa análise da evolução do comércio internacional em agosto face ao mês anterior, verifica-se que as exportações diminuíram 21,6%, "principalmente devido à redução registada nas exportações intra-UE", e que as importações desceram 7,1%, "em resultado da evolução do comércio intra-UE".

Por categorias económicas, em agosto de 2016 os maiores aumentos nas exportações, face a agosto de 2015, registaram-se nos bens de consumo (correspondente a uma taxa de variação de +15,6%) e nos produtos alimentares e bebidas (+18,4%), enquanto as exportações de combustíveis e lubrificantes diminuíram 16,0%".

Nas importações, em relação ao mesmo mês de 2015, o INE diz destacar-se "claramente o acréscimo de 47,5% verificado no material de transporte e acessórios, sobretudo no outro material de transporte, nomeadamente de aviões do Brasil", mas reporta aumentos em todas as categorias, exceto as importações de combustíveis e lubrificantes (-8,6%).

Numa análise por destinos comerciais, entre os principais países de destino em 2015 evidencia-se que os países intra-UE "foram os que mais contribuíram para o aumento global das exportações em agosto de 2016": As exportações para Espanha atingiram uma taxa de variação homóloga de +12,6%, para França de +19,0% e para a Alemanha de +14,4%.

Tal como já havia acontecido em julho, as exportações para os EUA e Angola diminuíram (-25,8% e -30,6%, respetivamente), enquanto para a China cresceram 41,0% (-29,7% em julho de 2016).

Já nas importações, entre os maiores países fornecedores em 2015, Alemanha, Angola e Espanha foram os que mais contribuíram para o acréscimo global registado em agosto.

De salientar, de acordo com o INE, que as importações originárias de Angola "aumentaram acentuadamente" em agosto de 2016 após terem registado "reduções significativas" nos meses anteriores, sobretudo devido aos combustíveis e lubrificantes.

Lusa

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