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"Temos tantos interessados quanto os contratos de confidencialidade"

O presidente do Novo Banco, António Ramalho, congratulou-se hoje com a existência de vários interessados na compra do banco, mas refugiou-se na confidencialidade para recusar confirmar se os chineses da China Minsheng formalizaram já uma proposta.

"Não vale a pena confirmar porque não sou o vendedor. O Fundo de Resolução é que pode confirmar", disse o presidente do Conselho de Administração do Novo Banco, à saída da Conferência "Igualdade de Género & Igualdade no Ensino", em Lisboa.

"A única coisa que podemos confirmar é que temos tantos interessados quanto os contratos de confidencialidade que assinámos", acrescentou, repetindo que vê "sempre com muito gosto" informações sobre interessados no banco.

"Achamos que o banco é, de facto, um banco com qualidade e a existência de vários interessados [na sua compra] entusiasma-nos", concluiu.

O jornal Público noticiou hoje que o Banco de Portugal (BdP), que gere o Novo Banco, terá recebido "nos últimos dias" uma proposta da China Minsheng para comprar mais de 50% do Novo Banco (com dispersão das ações sobrantes em bolsa e aumento de capital) e que essa via chinesa é o Plano B do BdP, que admite dispersão do capital em bolsa.

Quanto a esta proposta, o presidente do Novo banco comentou: "A minha reocupação é manter os contratos de confidencialidade dos acordos que assinei. Qualquer grupo [interessado na compra do banco] será muito bem tratado do ponto de vista informativo e do ponto de vista de todo o esforço que o Conselho de Administração possa dar para demonstrar a qualidade do banco".

Também numa entrevista divulgada hoje pelo Diário de Notícias e pela TSF, o primeiro-ministro, António Costa, confirmou existir uma nova proposta de um grupo chinês para comprar o Novo Banco.

"Sei em concreto que durante estes cinco dias em que estive cá [na China] foi apresentada uma nova proposta de aquisição do Novo Banco por uma instituição financeira chinesa", disse, adiantando que "esse é um processo que decorre, neste momento, sob a alçada do Banco de Portugal, ao qual compete apreciar as diferentes propostas e que haverá de fazer uma proposta final ao governo".

Lusa

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