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PAN quer que a partir de 2030 só se possam vender carros elétricos em Portugal

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O deputado do PAN, André Silva, desafiou hoje o Governo a fixar como meta que a partir de 2030 apenas podem ser comercializados veículos elétricos em Portugal, um objetivo que considerou "ambicioso mas inevitável".

No debate quinzenal, no parlamento, André Silva defendeu que o Estado tem de ser "o farol da mobilidade elétrica" e anunciou que, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado na especialidade, o PAN vai propor metas para a renovação gradual de todas as frotas públicas, quer de ligeiros quer de pesados, para veículos elétricos.

Na resposta, o primeiro-ministro, António Costa, referiu que Portugal tem "historicamente um compromisso com a mobilidade elétrica" e disse que o governo tem o objetivo de ter 1300 veículos elétricos no conjunto da frota pública, 180 dos quais já no próximo ano.

Para além disso, acrescentou, os cadernos de encargos para a aquisição das frotas de autocarros das empresas públicas "terão em devida conta a promoção da mobilidade elétrica".

André Silva levou ainda ao debate uma questão sobre o alegado recurso excessivo à Ritalina, um medicamento que é receitado para o transtorno de défice de atenção e hiperatividade.

O deputado do PAN afirmou que "em Portugal as crianças até aos 14 anos estarão a consumir mais de 5 milhões de doses de Ritalina", um "negócio que gerou 7,5 milhões de euros em 2013", e exigiu "respostas urgentes".

Sobre este tema, António Costa disse que o objetivo do Governo é completar a rede de cuidados primários de saúde com mais médicos de família e a diversificação de valências, entre as quais a saúde oral e a saúde mental, incluindo "maior assistência pedopsiquiátrica".

Lusa

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