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Novo Banco corta mais de 25% das estruturas de topo para reduzir custos

O Novo Banco simplificou a estrutura da organização ao nível dos gestores de primeira linha, reduzindo dez estruturas centrais, o que corresponde a uma diminuição de 25,6% nas estruturas de topo do banco.

"O Novo Banco conclui a primeira fase dos trabalhos do Projeto de Transformação, simplificando a estrutura da organização ao nível dos gestores de primeira linha, tendo reduzido 10 estruturas centrais, e respetivos diretores coordenadores, passando das atuais 39 para 29, o que representa uma redução de 25,6% nas estruturas de topo do banco", informou em comunicado a instituição.

Segundo o Novo Banco, através desta reorganização, a entidade "passa a ser a instituição com a estrutura mais leve e eficiente do setor bancário nacional".

O banco liderado por António Ramalho especificou que "este trabalho de simplificação realizou-se em várias áreas do banco, designadamente, nas áreas de 'marketing', comerciais e recuperação de crédito".

Paralelamente, seguindo as melhores práticas de governação, o Novo Banco aprovou ainda a segregação entre a Gestão de Risco e o Controle de Risco, tendo sido criada a figura de 'Chief Risk Officer (CRO)', que ficará na dependência de membros não executivos do Conselho de Administração.

"Todas estas medidas estarão implementadas a 01 de janeiro de 2017", adiantou o Novo Banco.

E realçou: "O Novo Banco já tinha apresentado no final de setembro custos operacionais de 449,9 milhões de euros, evidenciando uma redução de 24,3% face ao período homólogo do ano anterior, ao mesmo tempo que apresentou um resultado marginalmente positivo, mesmo assim, o primeiro da sua história".

A entidade - que está em processo de venda - salientou ainda que "o esforço das equipas do Novo Banco coincidiu com um período de maior exigência na rede de retalho e de empresas, que aliás se refletiu em vários recordes de produção mensal obtidos no último mês de outubro".

Em 03 de agosto de 2014, o Banco de Portugal tomou o controlo do Banco Espírito Santo (BES), depois de a instituição ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas.

No chamado 'banco mau' ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas.

No 'banco bom', o banco de transição designado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.

Em dezembro do ano passado foram prolongadas as garantias estatais ao Novo Banco e a data limite para a sua venda foi estendida, por acordo com a Comissão Europeia, até agosto de 2017.

Lusa

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