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Portagens da 25 de Abril e Vasco da Gama até 15 cêntimos mais caras em janeiro

(Arquivo)

As portagens das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, em Lisboa, vão ser aumentadas a partir de 1 de janeiro do próximo ano, um aumento que varia entre os 5 e os 15 cêntimos.

O Ministério do Planeamento e Infraestruturas indicou esta quarta-feira qual a atualização do valor das portagens das autoestradas portuguesas que entrará em vigor a partir do primeiro dia de 2017.

No caso das duas pontes sobre o Tejo que ligam Lisboa à margem sul, a atualização das taxas de portagem "varia entre os 0,05 euros (classe 1, em ambas as pontes) e os 0,15 euros (classe 4, na ponte Vasco da Gama)", de acordo com a tutela.

A título de exemplo, no próximo ano, os utentes com veículos de classe 1 vão passar a pagar 1,75 euros na ponte 25 de Abril e 2,75 euros na ponte Vasco da Gama.

Ao todo, a atualização das portagens que entrará em vigor a 01 de janeiro "abrange 22% das taxas aplicadas" e "será de apenas 0,05 euros na generalidade das taxas de classe 1, sendo de 0,10 euros num número reduzido de situações", o que significa que "em 78% dos casos não haverá qualquer acréscimo de preço".

A revisão anual das taxas de portagem nas autoestradas entra em vigor a 01 de janeiro de 2017, de acordo com os respetivos contratos de concessão, que preveem a atualização com base na variação do índice de preços ao consumidor.

O índice de preços ao consumidor de outubro, excluindo habitação, que serve de referência à atualização anual das portagens, foi de 0,84%, sendo essa a proposta que as concessionárias de autoestradas terão feito ao Governo.

O método de atualização das portagens inclui um mecanismo de arredondamento das taxas para o múltiplo de cinco cêntimos mais próximo. Ou seja, se os aumentos forem inferiores a 2,5 cêntimos, a portagem manter-se-á inalterada. No entanto, se o aumento for superior a 2,5 cêntimos, há um arredondamento automático para cinco cêntimos.

Em 2016, a atualização nas taxas de portagem das autoestradas nacionais abrangeu apenas 10% dos troços das vias onde há cobrança aos utilizadores e numa atualização de apenas cinco cêntimos.

Lusa

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