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Venda do Novo Banco não terá garantias de Estado

"Nada está fora de questão quando se trata de garantir a estabilidade do sistema financeiro"

O ministro das Finanças diz que "não haverá garantias de Estado no Novo Banco". A declaração faz manchete no Diário de Notícias de hoje, numa entrevista em que Centeno manifesta também a convicção de que a nova administração da Caixa Geral de Depósitos poderá ter luz verde do BCE na próxima semana.

Última atualização às 9:41

Mário Centeno indica que a decisão do Banco de Portugal não é o fim deste processo e que "pode haver ajustamentos".

Quando questionado sobre se "integrar o Novo Banco na esfera pública está fora de questão", o titular das Finanças respondeu: "Enfim, nada está fora de questão quando se trata de garantir a estabilidade do sistema financeiro".

"Temos visto, em quase todos os países da Europa - diria até em todos - enormes esforços para garantir essa estabilidade e recorrendo a todas as fórmulas possíveis que existam para que essa estabilidade seja garantida", salientou.

Centeno lembrou que "o Novo Banco tem um papel também muito importante no sistema bancário português, financeiro, aliás, precisamente por causa do financiamento às pequenas e médias empresas - é um banco absolutamente de charneira, nessa dimensão - e tem de ser tida em conta essa relevância em todas as decisões que forem tomadas".

"E, portanto, desse ponto de vista, eu não acho que seja adequado eliminar nenhum tipo de abordagem em relação ao Novo Banco", concluiu.

Centeno afirma ainda que há fugas de informação que prejudicam o negócio.

"Tentativa de generalizar SMS como se fossem Facebooks não funciona"

Sobre a entrada em funções da nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), liderada pelo ex-ministro Paulo Macedo, o ministro das Finanças mostrou-se convicto de que poderá acontecer na próxima semana, embora lembrando que isso não depende exclusivamente do acionista Estado.

Mário Centeno apontou o Banco Central Europeu como fundamental, uma vez que é a instituição que tem de dar luz verde aos nomes da nova administração, mas assegurou que existe pressão do executivo para acelerar o processo.

"Não foi uma escolha termos de estar, neste momento, a fazer uma transição de Conselhos de Administração. É uma transição que está a ocorrer dentro daquilo que é o comportamento institucional previsto nestas circunstâncias. A Caixa tem uma administração que está a cuidar dos assuntos da CGD, à espera de uma nova administração que está em aprovação, e a sua nomeação pelo BCE e ocorrerá dentro dos próximos dias", frisou.

Apesar das adversidades, Centeno mostrou-se "muito satisfeito com o resultado" do processo da CGD.

"Porque o que tenho de apresentar aos portugueses são resultados. Nós, quando temos de fazer um processo destes, temos de lidar com muitas instituições, dentro do país e fora do país. A equipa que fez a gestão deste processo foi uma equipa muito coesa, no Ministério das Finanças, em que todos os aspetos políticos e técnicos foram tratados com muita minúcia e muito profissionalismo - com certeza com o dr. António Domingues também", declarou.

Sobre a polémica com António Domingues, Centeno disse que "a tentativa de generalizar SMS como se fossem Facebooks não funciona", sobre as acusações do PSD de que a Caixa estará a ser gerida por mensagens de telemóvel e e-mails.

Com Lusa

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